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O princípio do mindfulness assenta na profunda atenção à respiração. É um conceito que deriva da antiga meditação budista e tem como filosofia viver plenamente cada momento presente, de forma consciente e sem qualquer julgamento.

Estudos comprovam que esta prática diminui a atividade cerebral responsável pelo mecanismo “fight-or-flight” – a resposta do sistema nervoso autónomo a estímulos externos de ameaça – ao mesmo tempo que aumenta a atividade da parte do cérebro responsável pelo funcionamento executivo. Esta parte do cérebro é também o centro de controlo dos nossos pensamentos, palavras e acções, bem como do pensamento lógico e do controlo de impulsos.

Décadas de investigação têm associado o stress crónico a um vasto número de doenças físicas e mentais

O ambiente corporativo engloba vários aspetos que têm como consequência o aumento dos níveis de stress. A pressão pela obtenção de resultados e a dedicação redobrada para alcançar objetivos traduzem-se em mais horas de trabalho na empresa – e até mesmo em casa – e menos descanso.  O stress excessivo reflete-se diretamente no comportamento do indivíduo e, indiretamente, no ambiente da empresa, na insatisfação com o desempenho das tarefas, nos atrasos na produção, no absentismo, nos acidentes de trabalho, nas mudanças de emprego e nas reformas antecipadas, entre outros. Esta situação constitui um motivo de preocupação e um desafio não só pelos efeitos sobre os indivíduos, mas também devido aos custos ou impactos económicos sobre as empresas e custos sociais associados.

É cada vez mais frequente observar níveis elevados de ansiedade, dificuldade na gestão de tempo, maus resultados não antecipados, reuniões onde a comunicação não flui, falta de foco e motivação que levam à diminuição da produtividade e influenciam o bem-estar mental, podendo conduzir, a médio e longo prazo, a situações de burnout – que têm vindo a aumentar em Portugal. 

Depois de todo o Ocidente se render a esta temática, eis que começa a dar os primeiros passos em Portugal

Grandes empresas mundialmente conhecidas como a Google, a Apple, o LinkedIn, o Twitter e a Nike têm esta prática já enraizada na cultura empresarial. Além de ajudar na redução do stress, da ansiedade e dos conflitos, está comprovado que o mindfulness aumenta a resiliência e a inteligência emocional, contribuindo igualmente para uma melhor comunicação no local de trabalho. Permite igualmente uma pausa no constante fluxo de estímulos em que o ambiente corporativo está mergulhado e ajuda a empresa a decidir de forma consciente, e não reagindo reflexivamente a partir de padrões comportamentais enraizados.

Ajuda os líderes e os colaboradores a refletirem eficazmente, a concentrarem-se na tarefa que têm em mãos, a dominar níveis elevados de stress e a recarregar baterias rapidamente. A médio prazo, a empresa constata uma redução no número de faltas por doença, o aumento da confiança na liderança e um maior envolvimento dos colaboradores com a missão a que se propôs.

Em Portugal, são várias as empresas que começam a dar os primeiros passos nesta prática, que tem vindo a manifestar-se com resultados extremamente notáveis. Resta saber se é uma tendência ou a base para a solução de grandes problemas.

 

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