Pedir desejos. Ideia muitas vezes associada com o idealismo e a ingenuidade da infância e dos contos de fadas. Como adultos podemos duvidar ou ignorar a atividade de pedir desejos, embora, no fundo, todos continuamos a pedir e a ter sonhos no nosso interior. Desejar é uma tendência humana natural. E pode ser uma boa forma de manter viva a esperança.

Contudo, quantas são as vezes que desejamos sem por em ação na prática os planos para concretizar o que mais queremos? A pergunta natural seguinte a fazer é: se o ser humano deseja naturalmente, como podemos
transformar os nossos desejos em ações? Como devemos utilizar a nossa tendência para pedir desejos e torná-los realidade? Como podemos realmente começar a concretizar?

OS DESEJOS DEVEM COMEÇAR COM A CONTEMPLAÇÃO INTERIOR E COM O CONHECIMENTO DO NOSSO SISTEMA DE VALORES

O primeiro passo para pedir desejos é perguntarmo-nos “O que é que eu quero realmente?”, “Estão os meus desejos realmente de acordo com os meus valores, princípios e coisas que eu considero importantes?”. É essencial (para que se tornem realidade) que os nossos desejos estejam alinhados com as nossas crenças mais profundas.

Às vezes, damos por nós a desejar algo que não queremos realmente. Nem sempre aquele desejo é nosso, muitas vezes, ele é-nos imposto, por motivos familiares, sociais, laborais, por valores culturais, e tantas outras circunstâncias que apenas nos levam a mais uma tentativa de agradar aos outros, esquecendo-nos de nós mesmos e do que realmente queremos.

Nestes casos, uma parte de nós vai internamente resistir e até sabotar que o desejo se torne realidade. Porquê? Porque não é o que NÓS realmente queremos. Antes de começar a desejar, abrande e pare. Pense de quem é realmente a sua aspiração. Se estiver de acordo com as suas crenças e valores profundos, o seu compromisso em torná-lo realidade será, internamente, muito maior.

OS DESEJOS DEVEM INCLUIR A CAPACIDADE DE VISUALIZAR DE FORMA ALINHADA COM OS SEUS VALORES

Visualização. Algo que todos os especialistas em “tornar os desejos realidades” lhe vão dizer que é um ingrediente fundamental. Se não pode imaginar algo a acontecer na sua vida, o mais provável é que não aconteça. Devemos ser capazes de “ver” o resultado final de forma clara e com convicção.

Mas mais importante que isso, devemos percecionar como nos sentimos nesse final, durante o processo, naquela jornada, e com a realização final daquele desejo. E quais as consequências e implicações que isso vai ter para a nossa vida atual: o que vai mudar? O que vou obter? Quais as consequências?

Visualizar não é apenas ser capaz de imaginar algo a acontecer. É uma visão interior a longo prazo que molda o seu caminho. Visualizar de verdade exige paciência e tempo. É uma convicção e compreensão interior de que os desejos não se tornam realidade do dia para a noite. Há um caminho cheio de ações que temos de seguir. E este caminho exige que alinhemos a nossa visão alongo prazo e os nossos objetivos e ações a curto prazo, de forma a conseguir ser consistentes.

Desta forma, quando temos um desejo de longo prazo, devemos tentar criar pequenos passos fáceis de cumprir que nos vão levar até ele. E temos de compreender que o nosso desejo pode exigir paciência e alguns desvios para podermos alcançá-lo, mas nunca “deitar a toalha ao chão”. Paciência e flexibilidade são fundamentais – e a maioria de nós falha nisso!

OS DESEJOS DEVEM CONVIDAR À INTERAÇÃO

Somos humanos. Estamos condenados a cair em hábitos, medos e padrões antigos, a procrastinar ou a perder a motivação. É por isso que não devemos fechar os nossos desejos apenas para nós, devemos envolver os que nos são próximos e fazer com que estas pessoas nos dêem suporte nas alturas mais críticas. É importante ter alguém em quem confiamos que conhece os nossos objetivos a curto e longo prazo e que nos ajuda a ter responsabilidade e honestidade. Quando encontramos uma dificuldade ou deixamos de acreditar nos nossos desejos, ajuda-nos a encontrar novamente a direção certa.

Estas são as pessoas a quem recorremos para obter conselhos e orientação. Podem ser muito úteis para nos dar inspiração, sabedoria e discernimento. Assim, na infância como hoje: pedir desejos é o início da magia. Mas tal como a magia, para que os desejos se tornem realidade, temos de ter determinadas capacidades e praticá-las e dominá-las. Caso contrário, deixamos de acreditar no nosso potencial humano de tornar os desejos realidade. Precisamos, mais do que de magia e génios da lâmpada, de encontrar a nossa clareza e visão interior e de nos rodear de pessoais reais que nos apoiam e acreditam em nós. E aí podemos sentir a magia de ver os nossos (os que são realmente nossos) desejos tornarem se realidade, como nas melhores memórias da nossa infância!

Lúcia Palma
Coach ICC n.º 14551

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