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A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é uma situação patológica que resulta da incapacidade de armazenar e controlar a saída de urina. Afeta um elevado número de pessoas de várias idades, sobretudo acima dos 40 anos, sendo mais frequente no sexo feminino do que no masculino.

Esta situação tem habitualmente um impacto negativo na qualidade de vida pessoal, familiar, social e profissional dos doentes, sendo importante o seu diagnóstico precoce e o tratamento, apostando sempre que possível na prevenção. A reabilitação tem um papel importante quer na prevenção quer no tratamento desta doença.

É importante estar atento aos sinais de alerta e não adiar a procura de ajuda clínica. Lembre-se que quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhor poderá ser o prognóstico.

Quais são as causas da incontinência urinária?

As causas mais frequentes podem ser variadas, havendo vários fatores de risco que contribuem para o seu aparecimento, como a idade (é mais frequente em idades mais elevadas); sexo (mais comum nas mulheres devido às circunstâncias da gravidez, partos e menopausa) e outros fatores como tabagismo, obesidade, obstipação, stress, cirurgias pélvicas e medicação associada (diuréticos, relaxantes musculares, etc).

As causas podem ser transitórias ou permanentes. As causas transitórias estão associadas a infeções urinárias, ingestão de álcool, cafeína/teofilina, bebidas gaseificadas ou alimentos irritantes para a mucosa da bexiga, ingestão excessiva de líquidos ou toma temporária de determinado medicamento. Já as permanentes podem passar por doenças neurológicas (Doença de Parkinson, AVC, esclerose múltipla), cirurgias pélvicas, obstruções urinárias, menopausa, diminuição da força dos músculos do pavimento pélvico.

A gravidez, os partos vaginais e a menopausa, bem como as cirurgias pélvicas (quer no sexo feminino como no masculino) são os principais fatores de risco para o enfraquecimento dos músculos do períneo.

Como se previne a incontinência urinária?

A reeducação do pavimento pélvico pode ajudar a tratar ou a prevenir o aparecimento da Incontinência Urinária, através da identificação dos músculos responsáveis pela contração do esfíncter urinário, da realização e repetição de exercícios dos músculos do pavimento pélvico, da estimulação elétrica deste grupo de músculos e da realização de Biofeedback.

Os exercícios de Kegel são o método mais conhecido de reforço dos músculos pélvicos, são um tratamento não invasivo e podem ser realizados de forma autónoma pelos doentes em qualquer local, após a aprendizagem correta da contração destes músculos.

Existe tratamento?

A incontinência urinária tem tratamento, principalmente se detetada precocemente, sendo o diagnóstico correto fundamental para definir qual o tratamento ideal para cada tipo de incontinência. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhor poderá ser o prognóstico e o resultado obtidos. Existem vários tipos de Incontinência urinária:

  • De esforço: as perdas de urina ocorrem após a realização de um esforço (tosse, espirro, riso, peso, esforços, exercício físico)
  • De urgência (imperiosidade): a perda é precedida de uma vontade súbita, intensa e inadiável de urinar, ocasionando urgência que nem sempre permite ao doente chegar atempadamente ao WC. Esta situação condiciona significativamente o dia a dia dos doentes.
  • Mista: associação dos sintomas da incontinência urinária de esforço e de Urgência
  • Por extravasamento: a perda ocorre quando a bexiga acumula uma grande quantidade de urina e a pressão do líquido ultrapassa a pressão da uretra
  • Funcional: a perda é resultante da incapacidade do doente de chegar atempadamente ao WC (é mais comum em doentes neurológicos, com Alzheimer e idosos)
  • Enurese noturna: perda de urina durante o sono, mais frequente em crianças

O tipo de tratamento varia conforme o tipo de incontinência urinária, podendo os doentes ser orientados para tratamento de reeducação do pavimento pélvico nos casos da incontinência urinária de esforço, ou para a associação de tratamento medicamentoso e reeducação do pavimento pélvico na incontinência urinária de urgência ou mista. Nas situações de incontinência urinária de esforço mais graves, ou que não respondem ao tratamento conservador, a indicação será quase sempre cirúrgica. Estas situações aplicam-se ao sexo feminino e masculino.

Para além destas opções de tratamento, são sempre fundamentais as alterações comportamentais e que passam pela alteração de vários hábitos: controle da ingestão de líquidos, das micções, redução da ingestão de café, álcool, chá, tabaco e de algum tipo de alimentos e diminuição de peso. Procure o seu médico que o irá receber com toda a segurança e orientar para o melhor tratamento.

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