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As lesões musculares são uma patologia frequentemente observada na sequência da prática desportiva e acometem quer desportistas profissionais quer quem pratica desporto de forma recreativa. Também ocorrem noutros contextos do quotidiano, nomeadamente resultantes de esforços laborais.

Podem dividir-se em extrínsecas ou contusão, quando existe um traumatismo associado, e intrínsecas ou distensão, quando a lesão resulta de uma força de tracção excessiva sobre as fibras musculares com consequente rotura dessas mesmas fibras, muitas vezes na região entre o músculo e tendão (designada de junção miotendinosa).

Os músculos mais frequentemente atingidos situam-se nos membros inferiores e incluem os músculos posteriores da coxa (isquiotibiais), anterior da coxa (quadricípite) e internos da coxa (adutores), e os músculos posteriores da perna (gémeos). A região lombar também é comummente envolvida. Em geral, classificam-se as lesões consoante a gravidade variando desde um simples estiramento até à rotura completa do músculo.

A história clínica reportada pelo doente é fundamental nesta patologia. Deve ser acompanhada de um exame objetivo local rigoroso, mas também global, pois podem haver causas precipitantes ou favorecedoras destas lesões (assimetrias musculares, dismetria de membro inferior, patologia osteo-articular, défice de força muscular, cárie dentária, fatores externos como piso irregular). Se necessário, o seu médico irá pedir exames auxiliares de diagnóstico que ajudam a graduar a lesão e a estabelecer um plano de tratamento, bem como um prognóstico quanto ao tempo de recuperação. Os exames mais úteis nesta situação são a ecografia de partes moles e a ressonância magnética, também relevantes quando necessário um diagnóstico diferencial com outras patologias.

O tratamento inicial consiste no protocolo do inglês PRICE – proteção, repouso, gelo (ice), compressão e elevação do membro atingido – com eventual associação de analgésicos orais ou anti-inflamatórios por curto período. Subsequentemente, pode iniciar tratamento com agentes físicos e electroterapia (ultra-sons, estimulação transcutânea, laser) e tratamento manual (massagem, alongamento muscular e posterior fortalecimento muscular progressivo).

Mais tarde, no processo de recuperação da lesão muscular, é introduzido o treino do gesto desportivo, fortalecimento em excêntrico (trabalho muscular em alongamento do músculo) e o treino proprioceptivo (da sensação de posicionamento do corpo no espaço).

A prevenção é a melhor forma de evitar estas lesões, através de um bom programa de alongamentos, aquecimento adequado e correção de fatores de risco que possam existir. Um programa de fortalecimento muscular para correção de desequilíbrios, dieta e hidratação apropriadas, e evitar a prática desportiva quando existe fadiga muscular são também pontos importantes neste âmbito.

É, assim, muito importante o acompanhamento por uma equipa especializada: procurar especialistas em Medicina Física e de Reabilitação e Fisioterapeutas com diferenciação nesta área pode ajudar, quer na prevenção quer no tratamento das lesões musculares.

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