Descodificámos a crise!
Tentar encontrar algum sentido nos movimentos da economia desafia as mentes mais lógicas. Sobem os preços, ai Jesus, descem os preços, ai Jesus. Afinal em que ficamos? A perplexidade é natural. É que isto da globalização faz com que mal se comece a puxar um fio à meada, venham logo dois ou três. Deciframos-lhe os termos mais usados nos jornais e noticiários.

O que é a deflação?

O ano passado era a inflação a preocupar os analistas, este ano é a deflação. No primeiro caso trata-se de uma subida generalizada dos preços, no segundo uma descida. Claro que preços baixos são uma óptima notícia para quem tem emprego e dinheiro nos bolsos. O problema é quando eles são causados por uma quebra da procura, o que pode acontecer devido à subida do desemprego, por exemplo. Neste cenário o consumo não tende a aumentar, pelo contrário. Seja porque receiam o desemprego ou porque preferem esperar que os preços desçam ainda mais, os consumidores tendem a não comprar, o que por sua vez faz com que os preços desçam ainda mais e as empresas acabem por ficar em apuros. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca.

Para combater os riscos de deflação os bancos centrais têm descido as taxas de juro, uma boa notícia para as famílias, que viram as prestações dos créditos habitação baixar drasticamente. Por outro lado, quem tem poupanças não tem razões para sorrir. Com as taxas de juro a descer, o valor dos depósitos a prazo e certificados de aforro caiu para metade. As empresas que queiram agora contrair empréstimos também não têm a vida fácilitada. A crise financeira tornou os bancos mais prudentes a conceder crédito e a falta de dinheiro tornou-o um bem muito mais caro. Resultado: os spreads são hoje mais altos e as empresas têm mais dificuldade em financiar os seus investimentos.

Recessão

Uma descida generalizada dos preços (taxa de deflação) durante muito tempo pode originar uma situação de recessão económica. Geralmente fala-se em recessão se durar dois trimestres seguidos.

Depressão

É a forma mais severa de recessão económica já que tem impactos mais profundos e implica uma recuperação mais lenta. Não há definições técnicas, mas convencionou-se que uma queda de mais de 10% do PIB seria um dos indicadores. Seguindo este critério, a última depressão que os EUA conheceram, por exemplo, foi a que se seguiu ao crash da bolsa de 1929.


Quem está em apuros?

As empresas. Devido à crise financeira global que paralisou a economia não vendem e não exportam. Resultado: despedimentos e falências. Quem está desempregado não consome o que contribui para piorar ainda mais a situação das empresas.

Os desempregados. No final de 2008 quase 40% destes não estavam a receber qualquer apoio. Uns porque não tinham direito a ele (trabalhadores a recibos verdes), outros porque já tinham esgotado o prazo durante o qual o subsídio é concedido. A perspectiva de recessão torna mais difícil arranjar trabalho já que empresas falidas não contratam, despedem.

Os empregados. O clima de incerteza e o risco de despedimento diminui o chamado "índice de confiança do consumidor". Isto significa que na perspectiva de uma recessão se passa a poupar mais e a consumir menos, piorando ainda mais a situação das empresas.

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