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Desde 2006 que o mistério das abelhas desaparecidas assombra os produtores de mel de todo o mundo. Chama-se ‘Colapso de Desordem da Colónia’ e faz com que as abelhas simplesmente desapareçam das colmeias sem deixar rasto. É que as abelhas, além de produzirem o mel, contribuem para a polinização de 75% das plantas de que nos alimentamos. O seu pelo agarra o pólen das flores que transferem para outra da mesma espécie permitindo a sua reprodução. Abóbora, curgete, pepino, morangueiro, melão, tomateiro, melancia, cerejeira, pereira e beringela são exemplos de vegetais cuja produção depende largamente da eficácia da polinização. Sem elas muitas destas produções agrícolas poderão ficar em causa.

Nos EUA estima-se que a morte das abelhas tenha já afetado um quarto dos 2,4 milhões de colónias em 35 estados. Não existem números exatos para a Europa mas no final de 2011 o Parlamento Europeu divulgou um relatório de alerta para o impacto que o aumento da taxa de mortalidade das abelhas terá na agricultura se algo não for feito.  A Federação Portuguesa de Agricultores registou queixas de perdas anormais mas por morte e não desaparecimento. “É normal o aumento da mortalidade no inverno mas percentagens de 30% como temos verificado são preocupantes”, alerta o eng. João Casaca da Federação Portuguesa de Apicultores. O fenómeno está ainda em estudo. Há cerca de 500 mil colmeias registatas em Portugal e 15 mil apicultores.

Antenas e trangénicos

Durante anos circularam diversas teorias acerca do que andaria a expulsar as abelhas das suas casas, desde as antenas de telemóveis até ao uso indiscriminado de herbicidas e pesticidas na agricultura. Uma teoria recente apontava a mosca parasitária apocephalus borealis como causa provável: o estudo de investigadores norte-americanos publicado na revista ‘PLoS ONE’ explicava que as moscas contaminadas com um vírus e um fungo depositam os ovos no abdómen das abelhas que, desorientadas, abandonam a colmeia morrendo uma semana depois. A mosca só foi detetada nos EUA pelo que não é possível confirmar que seja a causa do problema global. 

No entanto, cada vez mais estudos apontam o uso de pesticidas e herbicidas agrícolas como fator determinante na morte das abelhas. Um dos mais recentes,  feito pelos investigadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, refere um pesticida presente no açúcar de milho usado pelos apicultores americanos para alimentar as abelhas durante o inverno. Em Março, dois estudos publicados na revista Science também demonstraram o efeito negativo de dois pesticidas agrícolas comuns na desorientação das abelhas.

Alguns investigadores sustentam não haver uma causa única mas sim uma conjugação de vários fatores, mas uma coisa é certa, adiantam os mais pessimistas,  a continuar a este ritmo é a própria espécie das abelhas melíferas poderá estar em risco.

Deco alerta: há antibióticos no mel

A Deco tem vindo a seguir a presença de antibióticos no mel vendido em Portugal. Em 2003 na análise de vinte amostras detetou antibióticos em metade.  Em 2007 apesar de melhores resultados, muitas amostras continuavam a ter antibióticos. Bélgica, Espanha, Itália e Reino Unido também detetaram a presença de antibióticos no mel. A utilização de antibióticos e sulfonamidas na apicultura está interdita no espaço europeu para tratamento de abelhas doentes mas é permitido o seu uso a título preventivo e para aumentar a produtividade das colmeias.

João Casaca garante que a situação melhorou muito desde então. “Fizemos um rastreio e em 2008 já havia 0% de resíduos no mel português. O problema é que muitas marcas tem méis de várias origem na composição. Ainda por cima, os rótulos atuais não obrigam à especificação do país de origem, bastando a menção ‘dentro ou fora da UE’. A melhor garantia será o mel com ‘origem Portugal’, só que este só é possível em produções de menos de 500kg”. Na prática este mel só se encontra em feiras ou quintas.

Veja o documentário ‘O Silêncio das Abelhas’ sobre o fenómeno do Síndroma de colapso de desordem de colónia.

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