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Paris Hilton em Basil Sada

O que é preciso fazer para chegar à fama? E o que é que acontece a quem a atinge? Fomos saber como é fazer parte do universo das estrelas.

Todos vão saber quem sou

Ser ‘famoso’: é o que responde a maioria dos adolescentes quando se lhes pergunta o que querem fazer na vida. Mas não são os únicos. E a pergunta é óbvia: por que é que tanta gente quer ser ‘famosa’? “É um desejo natural”, defende Joaquim Quintino Aires, psicólogo que já acompanhou vários programas televisivos.  “Todos queremos ser amados, principalmente agora, quando as pessoas não se sabem ‘gostar’. Então procuramos na fama a ilusão ou a fantasia de gostarem de nós.”

A mesma opinião tem a modelo e relações-públicas Rita Egídio, que foi formadora num ‘workshop’ chamado precisamente  ‘Socorro! Quero ser famoso!’, Rita sentiu necessidade de ajudar candidatos a futuros famosos a evitar os erros que ela própria cometeu. “A fama está ligada à nossa auto-estima, e tem de ser resolvida primeiro na nossa cabeça. Agora toda a gente quer ser famosa, e eu também tive essa vontade, mas o desejo e a realidade são coisas diferentes. Pensamos que a fama vai fazer com que sejamos amados e nunca pensamos que vamos ser maltratados e ofendidos.”

O fascínio pelas estrelas também pode querer dizer que estamos… mais pobres. “Estamos numa situação económica complicada,” lembra Rita. “Há ideias ligadas à fama completamente erradas: que os famosos são ricos, passam a vida nas festas, têm grandes vestidos. Como as pessoas estão carentes e insatisfeitas, vão-se agarrando a essas coisas.”

Também há quem tenha uma visão mais prática do fenómeno: “Não acho que o desejo de ser famoso seja de agora, o que há agora é mais mercado”, afirma Cláudio Ramos. “Como aumentaram os jornais e revistas da especialidade, o acesso a esse mundo tornou-se mais fácil e eles também têm de inventar histórias.” Comentador social em televisão e revistas, Cláudio tem uma posição dupla de ‘famoso’ e ‘comentador’, de caça e caçador. E essa posição traz-lhe uma clareza que outros ‘famosos’ não têm: “Tive de aprender como tudo isto funcionava. Sei, por exemplo, que, tal como é um meio onde é muito fácil entrar, também é um meio de onde é igualmente fácil sair: o difícil é manter.”

Criadores de famosos

Então estamos assentes: o aumento de revistas do social fez disparar o ‘numerus clausus’ para famoso. Mas hoje em dia, ser famoso é… bem, basicamente, é aparecer na televisão. “Mesmo que uma pessoa seja excelente profissional, se não aparece na televisão não existe”, afirma Rita Egidio.

Assume que a Caras ‘criou’ várias famosas quando fazia, por exemplo, a eleição das mais bem-vestidas. Também Cláudio tem a noção do seu poder: “Se eu quiser, em seis meses está uma pessoa mediática.” Mas é preciso cuidado com as palavars que se usa:  “Não considero que, por acompanharmos a vida dessas pessoas, elas sejam automaticamente famosas”, nota Luísa. “É diferente ser famoso e ser mediático.”

Explica Cláudio Ramos: “Os verdadeiros famosos são as pessoas que ficaram ou vão ficar na História: o Álvaro Cunhal, o Mário Soares. Os mediáticos são os que trabalham para o público, como eu. Mas também há figuras que trabalham para o público mas que não são mediáticas, como a Maria João Pires, porque o grande público não chega ao trabalho dela e portanto a imprensa não vai atrás. E depois há as pessoas que alimentam as festas. Os famosos têm obra feita, os mediáticos nem sempre. E há quem seja as duas coisas, como o Cristiano Ronaldo.”

Eh… pois. Bem, imaginemos que eu quero mesmo ser, digamos então, mediática. Vamos saber o que tenho de fazer para me tornar na próxima Lili Caneças.

Como é que se fica estrela?

Volto à Luísa Jardim com a pergunta fulcral: “Se eu lhe dissesse, ‘Quero aparecer na ‘Caras’, o que é que me respondia?” Dá uma gargalhada e entra no jogo. “Pergunto-lhe ‘Tem uma casa fantástica’?’ Quem não é conhecido pode começar por aí.”

Azar: a minha casa é um t-zero na Reboleira. E agora? Não está tudo perdido: “Pode aparecer muito bem vestida num evento. Vamos fotografá-la, e depois vamos procurá-la. E a partir daí, se tiver uma história interessante, vamos segui-la. No fundo, somos os herdeiros das antigas fotonovelas”, ri.

Portanto, quem começa tem de saber isto: vai alimentar a ‘telenovela’ da vida real. “Se eu ligar para a Caras e disser que vou escrever um livro, torcem o nariz e perguntam: ‘Então e o divórcio?’”, diz Cláudio Ramos. Do ponto de vista da fama, ajuda se a sua vida não lhe correr particularmente bem. “Vende muito mais uma morte que um nascimento, e quem tem uma vida muito desgraçadinha vende imenso”, diz Cláudio. “Somos todos muito macabros”, confirma Luísa. “É triste, mas a alma humana é assim. Basicamente, o que nós procuramos são histórias: com quem anda, se separou, se casou. Porque as pessoas gostam de se identificar com quem dantes julgavam inatingível.”

Mas cuidado: se vai ‘aparecer’, esforce-se por fazê-lo da maneira certa. “São raras as pessoas que ‘aparecem’ com obra, porque isso não interessa nada à imprensa cor de rosa”, explica Cláudio. “A não ser quem já tem obra e reserva o lado pessoal. Por exemplo, a Catarina Furtado. Também ‘apareceu’, mas tinha por parte da imprensa um tratamento privilegiado, porque surgiu ligada a grandes projectos. Se alguém fizer o mesmo percurso mas ‘apareça’ como namorada de alguém, vai ter um tratamento completamente diferente.” Por outro lado, temos de ter a noção de que ‘aparecer’ é um negócio, uma permuta com a imprensa. O que é que vamos mostrar? A casa, o cão, o namorado? Nada disto? E o bebé? Vamos saber.

Toma lá, dá cá

“Sempre tive a noção de que, para ser mediatizado, teria de dar qualquer coisa em troca”, explica Cláudio Ramos. “Porque as figuras públicas têm deveres para com quem as apoia. Por exemplo, a Catarina Furtado casou. Na minha opinião, o dever dela enquanto figura pública seria divulgar uma foto vestida de noiva. Porque o programa dela depende do público. Ela é maravilhosa, mas é o público que faz a Catarina.”

E depois, também aqui há a questão do estatuto. “Há quem tenha estatuto que lhes permita selecionar aquilo que quer ou não mostrar da sua vida. Eu, por exemplo, não tinha esse estatuto. Para conseguir algumas coisas para ceder outras. Se resolvi mostrar a fotografia da minha filha com 3 meses, foi porque sabia que não podia querer que a imprensa me promovesse sem dar nada em troca.”

“As pessoas, quando mostram a casa, geralmente estão à espera de algum retorno: ou porque são donas de lojas, ou abriram uma agência de modelos, ou são pintoras e têm uma exposição, há sempre um lado profissional”, explica Luísa Jardim. “Mas geralmente o convite parte do nosso lado. É muito rara a pessoa que se propõe.”

“Tenho todas as semanas uma reunião com o meu empresário para definir estratégias e perceber em que sentido vamos atacar”, afirma Cláudio Ramos. “Por exemplo, se a minha filha faz anos em Maio, sei que em Junho ou Julho posso promover qualquer coisa.” E isso não é lidar muito friamente com a coisa? “Obviamente que sim. Mas tem de ser. E é importante saber dosear, fazer uma retirada e aparecer depois, com alguma obra. Tenho conseguido isso. Mas há pessoas que fazem de tudo, põem em causa a família, os filhos, o bom nome, para aparecer num quadradinho numa revista. E isso acaba sempre mal. Pode durar dez anos, mas vai acabar mal.”

O primeiro autógrafo

Pronto, consegui: sou famosa! E agora? Ai ali um fotógrafo! Para onde é que fujo? “É cada vez mais complicado impedir a intromissão da imprensa. É uma porta que, uma vez aberta, é quase impossível de fechar,” afirma Rita Egídio. “Imaginemos o início de uma relação. Começamos a sair com uma pessoa mas não sabemos o que é que vai acontecer. Isso aconteceu comigo: ainda não se tinha passado nada, e já se dizia que eu estava perdidamente apaixonada. Portanto, a fama não nos afecta só a nós, afecta a nossa família, o namorado, os amigos, o ex-marido…É óbvio que a partir do momento em que nos tornamos importantes para as vidas dos outros, perdemos o nosso espaço. O importante é não deixar que isso nos impeça de viver a nossa vida.”

Cláudio Ramos concorda. “Irrita-me imenso quando me dizem: ai mas chatice, as pessoas, e a imprensa, e tal. Então mas primeiro querem ser famosos e depois já não querem? O que eu digo aos miúdos que acabam de chegar e que já se acham o suprasumo é, ‘Vão a Badajoz e vejam lá se alguém vos conhece.’ Nem é preciso ir a Badajoz, vão ao nosso interior profundo e vejam lá quem vos pede um autógrafo. Então se eu trabalho para o público, não posso nem quero evitá-lo! E devo dizer que nunca me senti invadido pela imprensa.” Defende que é preciso o famoso não se deixar engolir pela própria fama. “Então a Fátima Lopes, não saía de casa! Vou a todo o lado, às compras, aos centros comerciais, ao Chiado. Metem-se comigo, pois metem, mas não vou deixar de fazer a minha vida por causa disso. E as pessoas são muito simpáticas. Se fechar a cara e não der muita confiança, ninguém se aproxima. O mal é a primeira pessoa que pede autógrafo. A partir da primeira pessoa, está tudo perdido!”, ri.

Portanto, o melhor que há a fazer: não se esconda, abra o jogo. Isto é um meio muito pequeno, e toda a gente sabe quem anda onde. Ou então, desistir de vez de ser famoso. “Já passei por momentos maus”, afirma Rita. “Mas a verdade é só uma: nós podemos recusar isso. Apesar de ser um meio viciante, podemos abdicar disso, ir embora.”

É verdade que isto é um meio viciante? Cláudio encolhe os ombros. “Talvez seja, para quem não tem mais nada na vida…”

O que dizer aos mais novos

Então e para os mais novos, que lições deixamos da nossa passagem pelos holofotes? “Têm de ter noção de que a fama não interessa, interessa ter obra feita”, diz Rita Egídio. “E para isso é preciso trabalhar. Muita da fama que existe hoje em dia é descartável. É aquilo a que eu chamo o síndrome do fermento: cresce cresce e não é sustentável.”

“Dou uns cursos de valorização pessoal. E a primeira coisa que os miúdos querem ser é famosos”, confirma Cláudio. “Não pensam no dinheiro, pensam que vão causar inveja, pensam que, só porque aparecem na tv ou nas revistas, vão ser melhores que os outros”.

Então e ele próprio, não quis ser famoso? “Durante muito tempo, não sabia se queria fama ou se queria trabalhar em televisão,” admite prontamente. “Na semana em que fui capa de todas as revistas, estava sem trabalho. Nunca fui tão infeliz. E percebi que sou feliz a trabalhar nesta área, não porque sou conhecido. Digo-lhes isso, aos miúdos, mas não adianta, não me ligam nenhuma”, suspira comicamente. “E não têm noção do meio. Dizem-me que querem ser actores mas quando eu pergunto: ‘Quem é o Manuel Cavaco? Quem é a Manuela Maria?’ não têm ideia! Ou seja, ser actor para eles é só um meio para aparecer. Se lhes perguntar, ‘queres ser protagonista no D. Maria ou fazer uma figuração nos Morangos’, eles escolhem a figuração sem pestanejar!(ri)”

Há pessoas que têm idade para votar mas não votam, nota ainda. “Sabem que a Giselle Bundchen só pesa 40 quilos mas não sabem o que é que está em causa no referendo ao aborto! E veja: se por acaso estas pessoas se tornarem famosas, vão ser exemplos para as outras pessoas. Mas exemplos de quê? De futilidade e de ignorância!” Quanto menos se tem para dar, mais rapidamente se é absorvido e esquecido. “Mas até isso é suficiente para eles. Querem o momento em que chegam lá, mais nada.” E a fama não é isso. Isso pode ser apenas o princípio da queda.

E quando a fama acaba?

A noção de que se pode ser uma estrela hoje e ter a luz apagada amanhã é dos fantasmas mais angustiantes de quem anda na ribalta. “Mesmo enquanto se está no auge da fama, há o medo enorme, terrível e permanente de que ela desapareça”, afirma o psicólogo Quintino Aires. “E se amanhã já não nos convidam e se amanhã já não gostam de nós? Conversando com pessoas famosas sente-se muito essa angústia, e quando termina mesmo, o efeito é devastador.” No fundo, a fama acaba por se tornar numa ratoeira e por se voltar contra nós: “Exactamente: o desejo inicial era fazer com que os outros gostassem de nós, e depois encontram-se ainda num processo de maior dúvida em relação ao amor dos outros. É razoável esperar dos outros uma dose de interesse, mas não era disso que a pessoa estava à procura.”

Um ‘boneco’ igual a nós

Um dos problemas mais comuns de quem é muito fotografado, filmado e seguido é a sensação de outra identidade imposta à sua. “A nossa identidade social não é a mesma da nossa identidade privada”, explica Quintino Aires. “Temos um ‘boneco’ que criamos de acordo com o aspecto que nos tornou famoso, e depois temos de ir representando esse boneco de cada vez que estamos numa situação social.” Mas isso pode resultar numa grande vulnerabilidade. Como é que as pessoas se podem defender disso? “Têm de aprender a gostar e criar situações em que se é amado. E depois, é ser o mais autêntico possível, fazer com que a identidade pessoal se aproxime ao máximo da identidade social, a forma como se sente as coisas da maneira como as ‘representa’ em situações sociais. Se isto acontecer desde o princípio, a vivência da fama vai ser muito mais pacífica.” Outro problema é perceber quanto desse ‘boneco’ é uma construção colectiva e exterior: “As figuras públicas têm de se aperceber que são construídas por esse colectivo. Se desde o princípio tiverem consciência de que dar qualquer coisa em troca faz parte do ‘acordo’, então o processo não lhes vai custar tanto. Porque aquilo que o social lhes dá não é qualquer coisa dada sem custo. A fama já não é inocente.”

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