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D.R.

Um homem estadunidense regozijou-se por algo aparentemente banal que, afinal, tem um grande significado.

Dominique Apollon, que é um americano de ascendência africana, encontrou pensos rápidos que combinam com o seu tom de pele, e não resistiu a partilhar a sua reação no Twitter.

“Foram precisos 45 anos mas, pela primeira vez na minha vida, sei o que é ter um penso rápido da cor da minha pele,” escreveu sobre o produto, que na imagem é quase impercetível. “Mal se consegue vê-lo na primeira imagem. Juro que estou emocionado. Definitivamente não esperava as emoções complexas que senti enquanto o via [penso]… a misturar-se [com a pele], ” explicou. “Uma prática aparentemente trivial que repeti mil vezes no meu corpo com pensos ‘normais’ desde a infância. Anti-negritude autoadministrada,” disse sobre os pensos mais comuns, que normalmente vêm em tons muito mais claros.

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D.R.

Apesar dos sentimentos pessoais de validação e de pertença que este momento despontou, Apollon também expressou tristeza por si mesmo quando era mais novo e por milhões de outros meninos negros, porque este pequeno gesto era um lembrete de existem “inúmeros espaços em que o seu tom de pele ainda não era bem-vindo, mas sim temido e odiado.”

“Porque é que estou a pensar nisto tudo só por causa da porcaria de um penso?” questionou.

O testemunho de Dominique sobre o produto deu azo a várias conversas sobre a importância da representatividade e inclusão.

“Esta foi uma das primeiras coisas que me fez ter consciência da minha ‘raça’ quando era miúda. Lembrome de perguntar à minha mãe sobre a cor do penso, bem como sobre o lápis ‘cor de pele’,” respondeu uma utilizadora da rede social. “O teu ponto de vista é tão profundo. Sou culpado de nunca ter pensado nisto, por ser algo tão pequeno. No entanto é significativo e agradeço-te pelo esclarecimento. Estou feliz por ti. Obrigada por partilhares. Aprendi algo hoje,” tweetou outro internauta. “Wow! Isto é tão elucidativo e emotivo! Já está na hora de fazerem mudanças em todos os produtos, para que sejam inclusivos,” escreveu outra comentadora.

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