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Gareth Cattermole/amfAR

Kendall Jenner, Gigi Hadid e Chiara Ferragni. São todas jovens, belas, populares e infuenciam os seus milhões de seguidores nas redes sociais; características que as colocam na categoria de ‘It Girls’. O termo é popular, mas não começou com nenhuma delas.

Em 1927, a Paramount Studios apresentou a popular atriz Clara Bow no filme ‘It’, tendo catapultado a sua carreira e criado um fenómeno cultural que dura até aos dias de hoje. A ‘It Girl’ moderna nasceu enquanto Bow cativava os públicos com a sua mistura encantadora de beleza e personalidade.

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Cartaz do fime ‘It’

LMPC

Desde que entrou para o léxico mainstream nos anos 20, a expressão ‘It Girl’ tornou-se abrangente, mas elusiva. Descreve alguém com ‘sex appeal’, carisma e magnetismo, combinados com um ‘je ne sais quoi’ que parece estar completamente fora do nosso alcance. É a mulher que as outras querem ser, e que os homens desejam ter.

O fascínio público pela ‘It Girl’ é o teste decisivo de sua popularidade e correlaciona-se com o tamanho do seu ‘fator X’. Bow, por exemplo, resistiu ao teste do tempo. Mesmo depois de Hollywood fazer a transição para os filmes com som, continuou a ser uma figura proeminente e bem-sucedida nesta nova era do cinema.

Como estamos a falar de um status que depende da receção do público, a ‘It Girl’ também é um indicador dos gostos e tendências de períodos específicos. Apesar de ter vivido vários papéis ao longo da sua carreira, Clara é mais recordada por ter interpretado a derradeira ‘flapper’.

“Ela é a personificação da flapper aristocrática ideal: travessa, bonita, agressiva, temperamental e profundamente sentimental,” disse Frank Lloyd, realizador de ‘Black Oxen’, um filme mudo de 1923 protagonizado pela atriz.

O seu apelo público e o ‘fator X’ estavam muito ligados à sua personificação da flapper liberada que definiu o espírito dos loucos anos 20.

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Clara Bow

Eugene Robert Richee

À medida que o século 20 avançou, a ‘It Girl’ deixou de se limitar apenas a Hollywood, onde estrelas como Audrey Hepburn e Marilyn Monroe ultrapassaram esse status e se tornaram verdadeiros ícones culturais, e passou para os campos das socialites, modelos e mulheres que serviam de musas inspiradoras para artistas, realizadores e designers. Nos Estados Unidos da América, especificamente, jovens herdeiras, incluindo, C.Z. Guest, Gloria Vanderbilt e Lee Radziwill foram colocadas num pedestal devido à sua classe social, visuais impecáveis e estilo de vida opulento, que definiram (e refinaram) a ‘It Girl’ dos anos 40 e 50.

Seguiram-se os modestos anos 60, quando Edie Sedgwick, com o seu visual ‘à rapazinho’, representava a era experimental. Nas décadas seguintes assistiu-se à popularidade de mulheres famosas por conta própria em várias indústrias, desde a moda, passando pela música, ao cinema e aos meios de comunicação. Os anos 70 tinham Bianca Jagger; os anos 80 tinham Madonna; os anos 90 tinham Kate Moss; e o início dos anos 2000 tinha Paris Hilton.

Hoje em dia, as redes sociais trazem-nos um novo tipo de ‘It-Girl‘. Com a cultura das influenciadoras digitais em alta, algumas mulheres acumularam milhões de seguidores, construíram negócios e conseguiram assumir o controlo das suas narrativas públicas – em vez de estarem à mercê dos tabloides ou de outras publicações -, redefinindo quem e o que é uma ‘It Girl‘.

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