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Muitos encaram com surpresa quando “aquele casal” que era o exemplo, que era tão apaixonado, que vivia uma vida, aparentemente, muito feliz, se divorcia. A verdade é que ninguém entra numa relação a pensar na separação. Mas, por vezes, certos fatores ditam o fim, mesmo que de forma algo inesperada.

Um novo estudo publicado no Journal of Sex & Marital Therapy questionou 2371 casais recentemente divorciados, pedindo-lhes que elegessem mais do que uma razão para a separação. E eis as 4 principais:

1 – FALTA DE AMOR OU INTIMIDADE

Esta foi a resposta dada por 47% dos participantes, sendo que pode ter sido apenas um ou ambos os membros do casal a deixar de amar.

2 – PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO

Cerca de 44% dos inquiridos deram esta justificação para o fim do relacionamento. Os investigadores explicam que tal pode implicar estilos de comunicação distintos ou que um preferia comunicar menos que o outro.

3 – FALTA DE COMPAIXÃO, RESPEITO OU CONFIANÇA

34% das pessoas escolheram este como um dos motivos que levou ao divórcio.

4 – CRESCER AFASTADOS

Ora, 32% dos inquiridos selecionaram este motivo, podendo significar que cada membro do casal foi desenvolvendo diferentes valores, ou que queriam fazer algo com as suas vidas que, na altura do casamento, não estava nos seus planos.

A OPINIÃO DOS INVESTIGADORES

Estes notaram uma grande diferença: antigamente, o divórcio era muito atribuído ao comportamento da outra pessoa, enquanto que, atualmente, as respostas provam que tem mais a ver com questões pessoais e emocionais.

Estes resultados apoiam o facto de que motivos comportamentais, como violência ou vício, diminuíram ao longo do tempo, enquanto os motivos emocionais e psicológicos para o divórcio aumentaram“, afirmam os especialistas envolvidos no estudo.

No fundo, o que este estudo mostrou foi que cada vez mais nos preocupamos com a nossa satisfação pessoal – e se não sentirmos que estamos em sintonia com o nosso parceiro, a união pode vir a estar perto do fim.

AFINAL, QUAIS SÃO OS SINAIS

Se não está feliz, se está a ser reativo, a responder mal ao seu parceiro, ou nota algumas mudanças na relação. há que prestar atenção: estes podem ser sinais de alerta“, começa por explicar Rachel Needle, co-diretora dos Modern Sex Therapy Institutes, na Flórida, à Health.

Outros sintomas incluem “ser menos afetivo, menos carinhoso para o outro, passar menos tempo juntos, a criar barreiras mutuamente, ou assumir sempre o por do nosso parceiro“, acrescenta.

E para prevenir estes problemas, devemos “passar, pelo menos, 10 minutos por dia a conectar-se com o outro. Isto não significa falar de trabalho ou das crianças, mas sim continuar a conhecer-se, partilhar sentimentos e experiências, ou, simplesmente, estar presente“, afirma.

A especialista deixa ainda uma dica: os dois devem agendar uma espécie de “consultas”, com uma certa regularidade – mensal, trimestral, como preferirem -, para se ouvirem mutuamente. É importante que, nestes momentos, discutam certos aspetos da relação que acreditam que não estão assim tão bem e tentem acordar quais as melhores soluções.

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