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Esta informação pode dar-lhe jeito quando tiver conversas sobre o suposto ‘relógio biológico’: há benefícios em ter filhos mais tarde. Isto de acordo com um estudo de 2017, publicado no European Journal of Developmental Psychology.

Os investigadores analisaram o desenvolvimento de crianças e jovens com 7, 11 e 15 anos, tendo como base as idades das suas mães, e concluíram que as mulheres que tiveram filhos depois da média dos 31 anos tinham uma menor probabilidade de repreender ou disciplinar fisicamente os seus filhos. No geral, esta abordagem à parentalidade criou crianças mais bem-comportadas, sociáveis e emocionalmente mais saudáveis na pré-adolescência.

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Esperar um pouco mais para constituir família também correu bem para as mães de meia-idade. As conclusões de um estudo de 2016, publicado na revista científica Population and Development Review, sugerem que os filhos de pessoas mais velhas têm uma maior probabilidade de ser altamente educados. Investigadores do Max Planck Institute for Demographic Research e da London School of Economics estudaram um milhão e meio de homens e mulheres suecos, nascidos entre 1960 e 1991, e descobriram que as pessoas com mães mais velhas (chegando aos 45 anos) tinham muitas vantagens: eram mais altas e saudáveis, tinham uma maior probabilidade de frequentar a universidade e saíam-se melhor em testes estandardizados do que os irmãos que nasceram primeiro, quando os pais eram mais novos.

Por que é que as mães mais velhas têm filhos mais saudáveis e bem-educados? Os cientistas apontam para um melhoramente, no geral, da sociedade nos últimos anos, com melhor acesso a cuidados de saúde e à educação no Mundo Ocidental. Portanto, uma das interpretações pode ser que quanto mais esperar para ter um bebé, maiores são as hipóteses de a vida dele ser melhor. Contudo, o site Quartz sublinha que o estudo pode ser limitado, descrevendo a Suécia como “uma exceção” no mundo, porque oferece educação gratuita até à faculdade, portanto mais pessoas têm formação superior.

Os autores do estudo dizem que os benefícios de esperar para ter filhos são iguais ou, talvez, até pesem mais do que os aspetos negativos, incluindo o risco aumentado de Síndrome de Down e o potencial risco mais alto de doenças como a diabetes, hipertensão e Alzheimer, mais tarde na vida.

“Temos de desenvolver uma perspetiva diferente sobre a idade maternal avançada,” disse Mikko Myrskylä, um dos investigadores por trás do estudo de abril de 2016, num comunicado. “Geralmente, os futuros pais estão bem conscientes dos riscos associados à gravidez tardia, mas estão menos conscientes dos efeitos positivos.”

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