Costuma-se dizer “depois de casa roubada, trancas à porta”. Isto significa que normalmente só nos preocupamos com a adversidade depois desta acontecer. Esta é a filosofia dos portugueses em muitos aspetos da sua vida, e a relação com o dinheiro (ainda) não é exceção.

Nos últimos meses, o que aconteceu colocou tudo em perspetiva e fez com que se mudassem hábitos de consumo, hábitos de vida, que se transformassem relações e que se passasse a dar mais valor às pequenas coisas. Mas será para sempre assim? A experiência diz-nos que quando o perigo passa, voltam os velhos hábitos.

No que respeita à relação com o dinheiro, esperemos que algo tenha efetivamente mudado porque o perigo do imprevisto é real. Esta pandemia trouxe ao de cima as fragilidades financeiras das famílias portuguesas. Famílias que de um dia para outro ficaram em casa, que perderam parte ou até mesmo a totalidade dos rendimentos, que eram financeiramente independentes e que, de repente, precisam de ajuda para satisfazer as necessidades mais básicas para a subsistência. Muito por efeito da pandemia mas também pela ausência de poupanças que amortecessem estes imprevistos.

Dados do Banco Alimentar Contra a Fome indicam um crescimento na procura na ordem das dezenas de milhar por dia. Uma procura realizada por pessoas das mais diversas áreas de atividade que, sem darem conta, passaram a fazer parte de um grupo designado por “novos pobres”. Uma realidade trágica que não deve ser esquecida, sobretudo por aqueles que passaram ao lado desta crise.

Este é o perigo real de voltar a desconfinar a carteira sem pensar no amanhã, sem prevenir o imprevisto. Sem obsessão, mas com muita precaução, deixamos algumas dicas para ajudar a controlar os gastos mensais, que vão fazer crescer a almofada financeira, para usar em caso de necessidade.

– Sabe qual o valor total das suas despesas fixas mensais e qual a percentagem que esse valor ocupa no total da verba disponível? Se nunca fez este exercício, vai ficar surpreendido com o resultado final, muito provavelmente por ser (muito) superior ao que imaginava. O ideal é que este valor não ultrapasse os 50 % do seu orçamento mensal. Este exercício permite ter uma noção real dos gastos e fazer uma gestão do orçamento familiar mais equilibrada.

– Defina um plano de poupança mensal que seja exequível, para que seja respeitado. Assuma esta verba como parte integrante das suas despesas fixas e não conte com ela. Esta parcela pode ser automaticamente transferida para uma conta a prazo, para um PPR, ou para um seguro de capitalização. Em caso de dúvida aconselhe-se com especialistas em finanças pessoais, que podem apresentar as diferentes opções e aconselhar a mais adequada ao seu caso.

– Cartão de crédito ou descoberto autorizado no ordenado? É muito fácil entrar nesta espiral do endividamento, mas é muito difícil sair, por isso, o ideal é optar por nenhum para não cair em tentação.

– Compare tudo. Se não tem tempo, procure quem o possa fazer por si. A transferência de contratos de bens e serviços e/ou a renegociação de créditos e seguros podem permitir poupar centenas de euros por mês.

– Pague a dinheiro e em cada levantamento não se esqueça de consultar o saldo disponível. É um pequeno truque, mas com grande impacto do ponto de vista psicológico. Acredite que gasta mais quando paga a cartão.

– Arranje um mealheiro e crie o hábito de poupar diariamente as moedas de maior valor. Se o dinheiro não está disponível, não o gasta.

– Cuidado com as pequenas despesas. Se as somar, esta será provavelmente a maior fatia do seu bolo mensal.

– Invista na organização. Planeie as suas visitas ao supermercado e faça listas de compras. Desta forma, evita comprar bens desnecessários ou artigos só porque estão em promoção. Em casa, antes de aproveitar os saldos, limpe os armários, redescubra peças que já nem se lembrava que tinha e compre apenas o que faz falta.

Numa altura em que a maioria das pessoas está a voltar à normalidade e que anseia fazer tudo o que fazia antes, existem lições que não podem ser esquecidas. Apesar do desconfinamento, o pior pode ainda estar para vir.

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