A Cor Púrpura é um daqueles livros de quase todos ouvimos falar. Existe até uma adaptação cinematográfica! Eu nunca tinho lido este romance de Alice Walker e sentia que estava em falha. Decidi recentemente culmatar essa falha e posso desde já dizer: que história marcante!

O início da obra é logo um murro no estômago. Depressa percevemos que estamos perante um relato cru da realidade de muitas mulheres que viveram no sul dos EUA numa altura mais conservadora e repressiva (e será que essa época já terminou?). Celia escreve cartas sinceras e até algo ingénuas a Deus, nas quais relata momentos do seu dia, faz confissões, expõe dúvidas, revela medos e desejos. É impossível não sentir empatia por esta mulher ao longo das páginas do livro. As cartas são escritas do jeito que fala, tornando-a genuína, nossa amiga e confidente.

Ao longo da narrativa, assistimos à evolução desta protagonista ao londo de vários anos. Sofremos com as suas dores e injustiças de que é alvo às mãos de uma realidade patriarcal. Sentimos orgulho nas conquistas que vai fazendo e na forma que encontra para se afirmar e empoderar.

Além de ser um relato duro e cru sobre o papel da mulher pobre e negra no sul dos EUA, A Cor Púrpura é também uma lição de força. Uma história que merece todo o reconhecimento que recebeu e que deve continuar a ser transmitida pelas gerações. Tem uma mensagem intemporal de luta pela igualdade, força, resistência e amor. Afinal, é possível encontrar o amor mesmo nas situações mais adversas. Pelos outros, pelo mundo e por nós. 

Sinopse:

Celie, de 14 anos, escreve cartas a Deus para tentar compreender o que lhe está a acontecer. Órfã de mãe, abusada pelo homem a quem chama “pai”, separada da irmã, Netie, privada dos dois filhos e oferecida em casamento a um homem que a maltrata, considera-se «uma negra, pobre e feia”. Até que conhece Sugar, a amante do marido. Com a ajuda de Sugar, «a mulher mais linda» que ela viu na vida, Celie descobre não só o paradeiro da irmã desaparecida mas também o próprio corpo, o prazer, o amor e, acima de tudo, a sua voz.

Romance epistolar composto pelas cartas que Celie endereça a Deus com uma honestidade brutal e pelos relatos de viagem que Nettie lhe envia de uma missão em África, A Cor Púrpura aborda temas como a violência brutal a que estavam sujeitas as mulheres negras no início do século XX, a relação dos negros com o seu passado de escravatura, e a busca do espiritual num mundo cruel e sem sentido.

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