A frase que surge na capa de Vox, livro de Christina Dalcher publicado pela TopSeller, incomoda. “E se cada mulher só tivesse direito a 100 palavras por dia?” Uma ideia que perturba e que deixa desde logo perceber que esta história vai incomodar. 

Christina Dalcher faz-nos pensar e temer, ao mesmo tempo que lança o aviso para estarmos atentos e não permitirmos que um retrocesso na nossa sociedade. É que a autora apresenta uma sociedade em que os primeiros sinais de mudança foram ignorados pela maior parte da população, sendo que a ameaça apenas se tornou real quando já era impossível contorná-la. Através da protagonista desta história, Jean, somos levados a entender o que uma mulher educada e com alto estatuto social sentiu quando a sua voz lhe foi tirada. 

Jean passa de um extremo para o outro. A mulher que conciliava família e carreira passou a ser relegada para um papel submisso em que não é valorizada. É fácil entender a revolta contra o marido e a linha ténue que existe entre amor e ódio. A relação diferente que tem com os dois filhos também faz sentido. Compreende-sei o desprezo sentido pelas mulheres que se entregaram completamente a esta condição e o ressentimento por não ter tido a coragem de ter lutado mais pelos seus direitos. Se esta vivência perturbada, é ainda mais chocante perceber como as mulheres são capazes de prejudicar as suas congénres.

Ao longo desta narrativa, somos levados por situações diferentes que vão culminar num momento crucial. O facto de haver sempre algo a acontecer faz com que a leitura seja rápida e feita com vontade. Fiquei mais impressionada pela forma como a protagonista nos dava a conhecer a sua experiência nesta sociedade do que com a história de amor que acaba por se desenrolar.

Vox é um livro pertinente hoje e sempre. Tem uma mensagem que deve ser sempre recordada, mesmo quando damos por garantido que estamos numa situação de igualdade. 

Sinopse:

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»

Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.

E isto é apenas o início.

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