Já vos disse que sou uma pessoa ansiosa? Já. Mas, caso não se lembrem, volto a dizer: tenho algumas dificuldades em gerir stress e pensamentos que só fazem mesmo sentido na minha cabeça. Por esse motivo, a meditação sempre me pareceu algo aliciante.

Posso também dizer-vos que já tentei (muitas vezes) criar uma rotina de meditação – mas acabei sempre por desistir. Por dois principais motivos: primeiro, comecei a achar que aquele tempo de relaxamento me deixava ainda mais ansiosa, porque não me conseguia desligar do facto de ter “tanta coisa” para fazer, e, segundo, por nunca me conseguir concentrar a 100%.

Esta semana, como desafio #cartabranca, tentei comprometer-me a meditar todos os dias, logo após me levantar. Afinal, os dois motivos pelos quais cheguei a desistir, no passado, são, precisamente, as razões pelas quais devo criar este hábito. Como assim não tenho “tempo” para relaxar? Todos devíamos fazer algo para dar descanso à nossa mui atarefada mente.

Tarefa bem sucedida. Consegui meditar durante cinco dias e, agora, venho aqui contar-vos como correu. Em primeiro lugar, importa referir que não fiz download de nenhuma aplicação. Procurei, simplesmente, na internet, meditações guiadas, e escolhi aquelas que me pareciam mais interessantes e que tinham a duração que queria.

Este último tópico também é relevante: em nenhum dia escolhi uma meditação com duração superior a 10 minutos. Sempre ouvi dizer que, para quem não está habituado a esta prática, as meditações mais curtas são mais aconselhadas, já que deverá ser difícil manter o foco durante as mais longas.

Ora, começando pela hora do dia, pela minha experiência, a manhã é ideal. O silêncio diário, só para mim, trouxe-me bastante tranquilidade. Isto porque consegui estar sozinha, na sala, ainda antes de haver mais alguém acordado em casa – exceto esta manhã, quando a minha cadela decidiu olhar fixamente para mim durante uns minutos.

Na maioria dos dias, e também pelo facto de serem meditações curtas, senti que me consegui desligar de outros pensamentos e focar-me apenas no que estava a ouvir. Admito que isto me deu alguma motivação para continuar – afinal, um dos meus grandes problemas era a concentração.

Mas nem tudo é perfeito. Senti, por vezes, um ou outro pensamento a desviar a minha atenção – o que, dizem, é normal -, e é preciso algum esforço para voltar a relaxar. Mas creio que é tudo uma questão de hábito e que esta é uma rotina que vale muito a pena criar – sobretudo por todos os benefícios que promete.

Vejamos: redução do stress, da ansiedade, melhoria da capacidade de concentração e memorização, promoção do bem-estar e melhoria da qualidade do sono são alguns dos grandes resultados que se associam a esta prática. Mas será que, em apenas uma semana, podem já ser notórios?

Pela minha (curta) experiência – que, espero, sinceramente, conseguir manter -, se analisar bem a minha semana, posso dizer que, no geral, não me senti muito ansiosa e que, a partir da terceira meditação, senti um aumento de produtividade. Além disso, notei acordar com a sensação de que realmente descansei, ao contrário do que acontece quando me sinto mais ansiosa durante o dia.

É claro que estes resultados são algo subjetivos e podem também derivar do facto de, no fundo, eu estar à espera de notar alguma diferença. Mas a verdade é que não senti quaisquer “efeitos secundários” negativos, só positivos. E isso deve ser motivo suficiente para querer continuar. Seja com 5, 10, 20 ou 30 minutos diários.

Partilhem connosco, pelas redes sociais, as vossas experiências com a meditação ou com outras práticas de relaxamentos. Estamos curiosas! Identifiquem a ACTIVA e utilizem a hashtag #cartabranca. Até à próxima quinta-feira!

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