A televisão inspira a mente. Afinal de contas, convida as pessoas a explorarem o mundo para além das suas salas de estar e suscita curiosidade. É uma ferramenta que tem o poder de ampliar o conhecimento de diferentes culturas, bem como de promover a tolerância e a compressão global de questões internacionais. Para além disso, é uma ótima embaixadora do entretenimento. 

Embora muitos considerem que a “caixinha mágica” está a perder terreno para outros meios e plataformas, com destaque para os serviços de streaming, a verdade é que continua a ter o seu encanto. Se não for pelos conteúdos atuais, certamente é pelas memórias que os formatos mais antigos deixaram em todos nós.

No Dia Mundial da Televisão, decidimos revisitar os programas que marcaram alguns elementos da equipa da ACTIVA. Vamos a isso? ⬇️

“Isto é Gozar com Quem Trabalha”

Sofia Martinho

Sigo o Ricardo Araújo Pereira desde os “Gato Fedorento”, quando desfilaram baboseiras para uns 10 espetadores da SIC Radical. Continuo fã – só ligeiramente menos – da versão mainstream. Pelo estilo de humor inteligente, corrosivo e sarcástico que consegue chegar a todos sem perder qualidade e a marca que faz de RAP, na linha opinião, o melhor humorista da atualidade.

“A Rua Sésamo”

Cláudia Sérgio

Foram vários os programas que me marcaram, mas quero eleger o primeiro que me deixou rendida. Fui uma grande fã de “A Rua Sésamo”. Não só via o programa religiosamente, como ainda colecionava revistas e livros que eram publicados sobre este formato. Adorava o gigante Poupas, a doce Avó Xica, o tosco Monstro das Bolachas, o louco Conde de Contar e o terrível Ferrão. Isto só para enumerar alguns dos muitos habitantes daquele local. Foi graças à Rua Sésamo que dei os primeiros passos na leitura e na escrita, e também foi graças a este formato que comecei a refletir sobre questões morais. E, claro, que ainda hoje me lembro de algumas frases míticas e até de canções (“Campainhas! Ouço Campainhas!”). No Dia Mundial da Televisão, só podia enaltecer o primeiro programa que me influenciou e me fez querer ser melhor.

“Domingão do Faustão”

Sâmia Fiates

O desafio era escolher um programa de televisão que marcou a minha vida e a verdade é que, goste ou odeie, o “Domingão do Faustão” provavelmente marcou toda a geração Y brasileira. No ar há mais de 30 anos no horário de acesso ao prime time de domingo, foi palco de algumas das maiores polêmicas da televisão brasileira – alguém achou boa ideia servir comida japonesa sobre o corpo de mulheres nuas e chamar de “sushi erótico”, por exemplo. O programa mantém até hoje uma rubrica de apanhados chamada “Video Cassetadas” que já deve ser um rito familiar lá em casa, apesar de repetir vezes sem conta vídeos de 1980. E entre os vários GIFs com bordões do apresentador, Fausto Silva, uma pessoa de 30 anos provavelmente já sonhou com o dia em que seria tão bem-sucedida a ponto de ser convidada para o “Arquivo Confidencial”, aquele momento clássico de homenagens e histórias constrangedoras que quando se é famoso é simpático revelar.

“Doraemon”

Filipa Bulha Pereira

O Doraemon foi a minha infância. Foram os finais de tarde em casa, depois da escola, a sonhar com o dia em que tudo o que aparecia no ecrã fosse real. Foram as inúmeras vezes em que fiquei a pensar no quão saborosos deviam ser aqueles dorayaki que ele adorava. Foram os dias em que o meu avô me ia buscar à escola e eu ficava sentada na mesa da cozinha, à frente da televisão, a comer Golden Graham’s numa tigela de plástico que adorava. Foram, no fundo, memórias. Pensar neste gato azul é recordar a felicidade que eu sentia em criança, cada vez que, simplesmente, ouvia a música do genérico. É um regressar a tempos (um bocadinho) mais simples.

“O Príncipe de Bel-Air”

Cláudia Turpin

“Estou a rever ‘The Fresh Prince of Be-Air’ outra vez”, digo eu à minha família e amigos todos os anos, para surpresa de absolutamente ninguém. São muitos os programas de TV que já me conquistaram, mas assim a um nível que roça a obsessão, a sitcom que catapultou Will Smith para a fama leva a taça Porquê? Em primeiro lugar, nunca tinha visto uma família fictícia tão parecida com a minha – juro que o uncle Phil roubou a personalidade inteirinha do meu pai. Além disso, a série transmite na perfeição a simplicidade e magia dos anos 1990. Ah, e tem piada. Muita piada. Contudo, não é leve a ponto de não provocar a reflexão sobre assuntos sérios, desde o racismo à discriminação que existe dentro da própria comunidade negra. Acima de tudo, sentia (e ainda sinto) um quentinho no coração ao ver um bom exemplo de uma família negra no televisor. Pensando bem, este deve ter sido um dos meus primeiros contactos com a representatividade, de que se ouve falar cada vez mais – e que bem que soube!

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