Pinterest

Doutor Finanças alerta para o facto de algumas moratórias privadas, concedidas no âmbito do protocolo da Associação Portuguesa de Bancos (APB), relativas ao crédito habitação terminarem já este mês de março. Desta forma, quem estiver a beneficiar destas moratórias vai passar a pagar as prestações completas dos créditos que tem a decorrer. E é determinante saber o que se pode fazer quando a moratória no crédito terminar.

“Estas moratórias abrangeram contratos de crédito que, por alguma razão, não entraram na moratória pública. De qualquer forma, o final do período de vigência deste protocolo para as moratórias privadas não significa que não se possa fazer nada, principalmente quem antecipa problemas financeiros. Neste contexto, é muito importante informarmo-nos junto do nosso banco para perceber se a moratória está a terminar. Se esse for o caso, existem algumas medidas que podemos tomar para evitar o incumprimento”, explica Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.

O especialista  avança algumas soluções para evitar entrar em incumprimento:

Negociar com o banco

Se percebemos que vamos ter dificuldades em cumprir com os pagamentos de crédito que temos pela frente, podemos contactar o banco ou a instituição financeira com quem temos contratos de financiamento. Este é o primeiro passo a dar. Ninguém ganha com o incumprimento, por isso, o banco deverá tentar encontrar uma solução, que poderá passar por uma carência de capital, pelo alargamento do prazo de contrato, entre outras soluções. O ideal é verificar todas as possibilidades junto da entidade financeira.

Procurar propostas alternativas

Se a resposta do banco não nos satisfizer, podemos procurar alternativas. Sozinhos ou através da ajuda de um intermediário financeiro, como o Doutor Finanças, podemos tentar perceber se encontramos outras soluções para o nosso caso. Esta avaliação pode ditar a transferência dos nossos créditos para outras instituições, de forma a conseguirmos reduzir os encargos com o crédito habitação. Além disso, é possível optarmos pela consolidação de créditos, de forma a protegermo-nos dos efeitos financeiros da pandemia.

PARI e PERSI: como usar

Existem atualmente dois instrumentos que têm como objetivo ajudar as famílias a lidarem com situações de incumprimento. Um cliente que alerte a instituição financeira do risco de incumprimento tem direito a que a instituição reavalie a sua situação e, nos casos em que o cliente tem capacidade de cumprir com os pagamentos, apresentar um plano de ação para o risco de incumprimento (PARI). Este instrumento está à disposição dos clientes em situações que antecedem a entrada em incumprimento. Se o caso já for de falta de pagamento efetivo, os clientes têm outro instrumento à sua disposição: o Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI). Este último instrumento tem o objetivo de encontrar uma solução para que o cliente cumpra com os pagamentos e evite um processo judicial. 

Antecipar e evitar o incumprimento

Há várias soluções que podem resolver a nossa situação. No final, o que interessa é que não entremos em incumprimento. Se já percebemos que vamos ter dificuldades em pagar os nossos créditos, devemos então antecipar-nos e encontrar uma saída menos dolorosa. Desta forma, o Doutor Finanças recomenda que negociemos com o nosso banco ou solicitemos propostas a outras entidades. A solução está nas nossas mãos.

Quem está a beneficiar da moratória, e para conseguir tomar as melhores decisões, precisa de saber quanto vai ficar a pagar no fim da moratória do crédito habitação. Para isso, é preciso perceber de que tipo de moratória está a beneficiar e qual as consequências no final do período. De realçar que um cliente que esteja a pagar juros passará a pagar uma prestação igual, ou muito semelhante, à que pagava antes de acionar a moratória. Já nos casos em que não há qualquer pagamento, os juros que não pagou durante os meses da moratória vão ser acrescentados ao capital em dívida. Neste cenário, a prestação vai aumentar.

Para ajudar a perceber qual é o caminho que podem seguir, o especialista recomenda:

Perceber quais os critérios da moratória pública

Se estamos a beneficiar de uma moratória privada, mais concretamente uma moratória no âmbito do protocolo da APB, e se cumprimos os critérios de acesso à moratória legal (conhecida como moratória pública) podemos pedir, até dia 31 de março, o acesso à mesma, através do nosso banco. Os critérios de acesso são abrangentes, sendo que estão pensados para dar um apoio a pessoas que tenham sido afetados pela pandemia provocada pela COVID-19.

Perceber quais os créditos abrangidos

Ao contrário das moratórias privadas, a moratória pública abrange um conjunto de contratos de crédito mais limitado. No que aos consumidores diz respeito, esta moratória apenas inclui financiamentos hipotecários de primeira habitação e de educação.

Saber quanto tempo vai durar a moratória pública

As regras em vigor determinam que a moratória pública possa durar nove meses para os novos pedidos. Assim, os pedidos de adesão feitos a partir de janeiro (e até 31 de março) estão limitados a um total de nove meses. Isto significa que se já estivemos sob a moratória pública, teremos de “descontar” esse tempo.  De realçar que quem estiver a beneficiar da moratória pública desde o início vai poder continuar a beneficiar desta medida até setembro de 2021.

Palavras-chave

Leia 6 meses GRÁTIS

Este verão assine a ACTIVA, CARAS, CARAS DECORAÇÃO, entre outras publicações do grupo Trust in News, por 1 ano e receba 6 meses de leitura grátis. Conheça todas as opções, incluindo as versões digitais. ASSINAR

Relacionados

Lifestyle

Estarão as moratórias a “segurar” um possível crash imobiliário?

Um artigo de opinião de Hugo Silva, especialista em mediação imobiliária.

Lifestyle

Finanças pessoais. Esta pode ser a solução para evitar a situação de incumprimento

Numa altura de grande incerteza, fim das moratórias e redução de rendimentos, este serviço pode ser muito útil.

Finanças de A a Z

As principais desculpas para não poupar (e como as ultrapassá-las)

No novo episódio da rubrica Finanças de A a Z, falo sobre como driblar as justificações mais comuns para não poupar dinheiro todos os meses.

Mais no portal

Moda

Esta tendência de swimwear improvável favorece peitos pequenos

Deixamos esta e outras sugestões para valorizar a área nas suas próximas idas à praia.

Saúde

4 bons motivos para começar a comer mais uvas

A sua saúde agradece.

Comportamento

Eis o que fazer quando se sente tentada a mentir

De acordo com uma psicóloga.

Imagem de Sucesso

Dicas para fazer as melhores compras em época de saldos

Este é o tema do novo episódio da rubrica Imagem de Sucesso.

Lifestyle

Estes casinos estão prestes a reabrir

Saiba quando os poderá visitar.

Mulheres Inspiradoras

Condessa D’Edla: a segunda mulher de D. Fernando II, que era artista e não agradava ao povo

A produção de capa da ACTIVA de agosto, protagonizada por Júlia Palha, foi fotografada num chalet conhecido como o "Chalet da Condessa”. Conheça a história desta mulher fascinante.

Diz Quem Sabe

Levantamento das restrições: um teste à eficácia da vacina para a COVID-19

Um artigo de opinião assinado pela Dra. Laura Brum, virologista dos Laboratórios SYNLAB.

Moda

Estes básicos da H&M prometem 'fazer bonito' em qualquer ocasião

Estas sugestões são bonitas, intemporais e surpreendentemente acessíveis.

Celebridades

Este foi o visual de gala preferido de Kate Winslet

A atriz caracterizou o vestido como "uma escultura bordada".

Saúde

O DIU pode causar queda de cabelo?

Saiba se tem alguma relação.

Comportamento

Psicóloga explica como perceber as diferenças entre amor e luxúria

A luxúria pode levar ao amor, mas eles não são a mesma coisa.

Celebridades

Anna Faris casou-se em segredo

A atriz e Michael Barrett namoram desde 2017.