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Existem dois momentos no ano em que temos algum excedente financeiro, como o subsídio de férias ou o reembolso do IRS. O mais recomendado é utilizar estes rendimentos extra na melhoria das nossas finanças pessoais, gerando poupança e conseguindo uma estabilidade financeira a longo prazo. Quem o diz é Rui Bairrada, CEO da empresa especializada em finanças pessoais e familiares Doutor Finanças.

“Por exemplo, caso tenhamos uma ou várias moratórias de crédito, cujo fim está previsto para breve, e ainda não estejamos numa situação financeira confortável, provavelmente, a melhor solução será reter o máximo de dinheiro possível, penalizando um pouco as nossas férias deste ano, no sentido de equilibrarmos as nossas finanças”aconselha o responsável.

Dito isto, a plataforma partilha algumas dicas sobre como aplicar estes rendimentos ‘extra’, de modo a (re)equilibrar a vida financeira:

Amortização e pagamento de dívidas

Para quem tem dívidas ligadas à contratação de créditos pessoais (cartões de créditos, crédito automóvel, entre outros) ou crédito habitação, a possibilidade de amortizar ou saldar este valor através do reembolso do IRS ou do subsídio de férias pode ser uma excelente opção para melhorar as finanças pessoais, uma vez que este tipo de encargo tem um impacto direto no orçamento familiar mensal. Ao amortizar os créditos poderá conseguir um alívio financeiro imediato, uma vez que conseguirá reduzir a prestação ou mesmo eliminá-la.

Aumento do fundo de emergência

Criar um fundo de emergência é muito importante, uma vez que o objetivo é ter um pé-de-meia que cubra despesas durante seis meses, para o caso de haver algum imprevisto. Usar parte do subsídio de férias ou do reembolso do IRS pode ser uma ótima estratégia para dar início ou reforçar o fundo de emergência.

Criar poupança para um propósito específico

Pode ser interessante começar a pensar numa poupança que permita dar o primeiro passo para alcançar um objetivo pessoal ou da família. É como se criasse um mealheiro para um fim específico: podem ser umas férias, a aquisição de um carro, a compra de um computador, etc.

Melhorar a reforma

Pode investir num Plano de Poupança Reforma (PPR). Trata-se de uma poupança a longo prazo e, por isso mesmo, quanto mais cedo começar a poupar regularmente, mais dinheiro conseguirá amealhar. É muito importante que, antes de dar este passo, se informe sobre os diferentes tipos de PPR que existem no mercado, uma vez que existem riscos e objetivos diferentes.

Amealhar para despesas futuras mais elevadas

Por exemplo, os seguros anuais (como o seguro do carro), os pagamentos de impostos, ou até mesmo o regresso às aulas dos filhos traduzem-se em diversos encargos financeiros. Nestes casos, o reembolso do IRS ou o subsídio de férias são ótimas formas de fazer face a estas despesas sem colocar o orçamento familiar em risco. Esta sugestão aplica-se também a despesas que, mesmo que não sejam anuais, podem estar em “stand by” por falta de dinheiro.

Apostar na eficiência energética

Ao apostar na eficiência energética, além de estar a valorizar a sua casa e a poupar dinheiro na conta de eletricidade, pode beneficiar de 85% do investimento que fez, através do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, que termina a 30 de novembro. As intervenções incluem janelas mais eficientes, a instalação de um sistema de ar condicionado, uma caldeira ou painéis solares. O concurso tem 30 milhões de euros para financiar intervenções.

Investimento

Atualmente, existem inúmeros produtos financeiros onde é possível aplicar dinheiro, com diferentes tipos de risco e rendibilidade, consoante o perfil do investidor. No caso dos Certificados de Aforro do Estado, por exemplo, o risco associado é quase nulo e é um produto de capitalização que rende juros. Além disso, existe uma panóplia de soluções à nossa disposição. Avalie o que existe entre as ofertas de depósitos e, se não conseguir, é possível aumentar as taxas de depósitos fora de Portugal. Nas soluções dentro da União Europeia, os depósitos continuam a estar protegidos em até 100 mil euros por depositante por instituição. Existem ainda os seguros de capitalização, subscritos através de seguradoras ou outras opções mais arriscadas, como os fundos de investimentos, as ações ou as obrigações, entre outras.

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