Qual a peça de eleição nessa coleção?

Mais do que uma peça, consigo dizer-lhe o tema dos anos 70. Quando começaram a descobrir os tecidos sintéticos, os tecidos tipo jersey… Mas se tiver de falar numa peça de eleição, então diria as saias compridas, por exemplo.

O que a inspira no momento de se vestir?

Obviamente que depende do tempo que está, do que vou fazer nesse dia…mas trabalho sempre de baixo para cima. Por exemplo, ‘hoje quero calçar estes sapatos’ e a partir daí defino o que vestir.

O que se usava na primavera/verão 2010 e que vai deixar de usar-se agora, que fica ‘arrumado’ de vez?

Considero que as peças podem ser usadas de uma estação para a outra. O ano passado por exemplo, vimos os saltos dos sapatos a descerem e este ano vamos reforçar essa ideia, vamos ver mais sapatos rasos. Veem-se calças largas, mas há imensas coisas que se vão usar, as calças tipo legging mas menos agressivas e mais confortáveis no corpo. Confesso que tenho dificuldade em dizer-lhe o que não se deve vestir, talvez os anos 80… Também não aconselho saias entre o joelho e os tornozelos.

A tendência de eleição nesta estação?

Os anos 70, tal como referi. Gosto sobretudo da combinação de calças masculinas, mas fluidas combinadas com uma camisa. Também sou fã das saias compridas, vão usar-se imenso este verão.

A conjugação da estação?

Calças com camiseiro!

Que peças nunca combinar?

Tops com sutiãs de alças chamadas ‘invisíveis’ por baixo: elas não são invisíveis! Também não gosto de calças de mochila ou carteiras grandes para sair à noite.

A vida sem saltos altos é…?

Um tédio.

O cúmulo da vulgaridade?

Ser mal-educado. Roupa demasiado apertada com tecidos muito sintéticos; nuances mal feitas; cabelo estragado e unhas pintadas a descascar.

Cor preferida?

Branco, azul e verde, não consigo optar por uma!

Que cores conjugar?

Bordeaux e encarnado, pode ser já uma dica para o inverno seguinte. Para este verão, bege, o azul total e cor-de-rosa choque.

Como estar bem em Nova Iorque e na Malásia?

Com umas bailarinas moles pele de cobra, umas chino bege, uma t-shirt branca decote em V e um cardigan azul clarinho com cinto. Óculos escuros e um lenço de seda, seja para a cabeça se estiver bom tempo ou para o pescoço se estiver mau tempo em NY.

Um look para o dia e um para a noite?

Dia: Vestido Stella McCartney, com o padrão da estação que são os frutos, limões e laranjas, com umas sandálias castanhas em pele, um grande saco branco e um blusão em pele cor de areia.

Noite: O mesmo vestido Stella McCartney com umas sandálias compensadas de verniz bege e uma clutch amarela flúor.

No fundo, as mesmas peças mas com acessórios diferentes.

O que não devem usar:


– Mulheres altas e magras

Podem usar quase tudo. A chave numa mulher alta e magra é a proporção do corpo. Mas atenção, pois pode ser alta mas ter a perna curta e o dorso muito comprido! Nesse caso, o que não deve usar são calças de cintura descaída, pois parecerá que tem um dorso ainda maior. O ideal serão calças na cintura.


– Mulheres com peito muito volumoso

Não devem usar coisas muito fechadas, muito tapadas. E procurar o soutien certo é importante. Um ligeiro decote em V, até para alongar o pescoço também fica bem.


– Mulheres com anca larga

Calças skinny. De maneira geral, as calças não devem ser muito justas e devem cair até ao tornozelo. Calças de cintura descaída também não favorece mulheres com anca larga.

Qual a mulher portuguesa com mais estilo?

Existem várias: Cristina Santos Silva, Mariana Matos Gil, Barbara Taborda, Cristina Moreira…

E a estrangeira?

Gosto das irmãs Olsen (Mary-Kate e Ashley), de Carolina Adriana Herrera ou ainda de Michelle Obama.

Qual o erro em termos de estilo que as mulheres portuguesas mais cometem?

A falta de cuidados com a pele, cabelo e maquilhagem: usam madeixas mal feitas, pouco atuais e alegam falta de tempo para não usar um rímel, corretor de olheiras e blush, o suficiente para ficarem bem o resto do dia.

Três básicos do seu guarda roupa?

Calças chino beges; t-shirts cinzentas e blazer.

Não pode viver sem…?

Peças vintage.

Um Must-Have?

Uns bons sapatos.



Um acessório indispensável?

Um relógio e anéis.

O que jamais usaria mesmo que estivesse na moda?

Socas; jardineiras; calças à boca-de-sino e blusões de ganga.

O que continua a usar mesmo que não esteja na moda?

Acredito que tudo está na moda. Até mesmo um vestido preto com um sapato bicudo, de salto baixo e um cinto fininho fica logo na moda!

O toque final num look?

Joias. Não é imprescindível que sejam verdadeiras, mas devemos escolher peças individuais, ecléticas e diferentes. É isso que transforma o básico em intemporal.

Como vê o conceito de moda sustentável? (escolhas conscientes, reaproveitar roupas…)

Acho importante começarmos a fazer escolhas conscientes e para mim a marca mais exemplar neste âmbito é Stella McCartney, que aliada a peças sustentáveis tem uma ética de produção ao mais alto nível de estilo e bom gosto. Também a marca do Bono – Edun – tem coisas giríssimas e são feitas com ética e consciência.

Prefere: Clássicos intemporais ou peças ‘última tendência’?

As duas, conjugadas. Apenas uma é um tédio total.

Como definiria o seu look?

Um clássico contemporâneo. Mas confesso que gostava de ter um estilo mais ‘rock francesa’… Um descuidado lavado, com peças giras e muito relaxado, quase como se não tivesse preocupado com o que vestir. Com uns botins quebrados, com uns jeans leves mas não rasgados, uma t-shirt gira com decote perfeito, um fio giro com diamantes pendurados, por exemplo.

O que é ter estilo? Devemos vestir-nos de acordo com a nossa personalidade, estilo ou corpo?

Somos julgados pela nossa aparência, e ela é um cartão-de-visita fortíssimo. Parece-me importante aliar o corpo à atitude e depois ao estilo. Temos de saber olhar de maneira crítica para o espelho e perceber os nossos pontos altos e fracos. Às vezes é adaptar o corpo que temos àquilo que gostaríamos de ser.

O que vestir para impressionar?

O ‘Dress to impress’ para mim só funciona profissionalmente. E se está à procura de emprego deve descobrir o código de vestuário nesse local pois não há uma receita. É um sítio criativo? Um escritório de advogados?… temos de ter isso em consideração.

O que se vai usar em termos de maquilhagem nesta primavera?

Lábios coral; sobrancelhas fortes; cabelos com volume e muito ripados, mas também risco ao lado ou apanhado com uma bailarina atrás. Vê-se um bocadinho de tudo. Muito batom e no verão, queimadinhas pelo sol, fica bem um tom coral ou fúchsia.

Qual o maior erro de maquilhagem que podemos cometer?

O excesso de pó auto bronzeador…

Lojas fetiche?

Fashion Clinic, Pedra Dura, Bimba & Lola; Zara, adoro! E H&M, claro.

Um bom investimento em moda?

Um relógio que dure para sempre. Sapatos e carteiras também. Mas escolha sempre peças intemporais, mais vale uma peça boa do que três más.

Três mandamentos anticrise?

– Shop your closet – Faça compras no seu armário. Perca um sábado inteiro, tire tudo e experimente, dê o que não serve, guarde o que serve, mande cortar mangas, mudar os botões, alargar, apertar…

– Ao comprar, escolha sempre peças com "bom ar".

– Concentre-se noutros aspetos, mais gerais que não a roupa: pinte as unhas em casa, arranje o cabelo num cabeleireiro de sua confiança, aposte num belo rímel, num batom bonito e num cabelo sempre arranjado.

O mínimo que já gastou numa peça que tenha feito sucesso?

15,99 euros, numa túnica de lantejoulas, de manga comprida, decote em abarco. Dois anos depois usei-a numa festa com uns sapatos Louboutin e uma mala Carolina Herrera e toda a gente me perguntava de onde é que era o vestido. Fez o maior sucesso!

É possível ficar na moda com peças low-cost?

Sim, sem dúvida, só é preciso saber editar. Olhem para as revistas, vejam como se conjugam as várias peças e tirem o máximo uso de cada peça.

Qual o segredo para comprar as peças acertadas?

Contratando um personal shopper, pois são pessoas especializadas que podem aconselhar o que comprar.

A sua melhor compra até hoje foi?

Tenho várias mas quando era mais nova comprei peças de boa qualidade e continuei a usá-las ao longo de 15 anos…como umas calças Prada, por exemplo.

Qual a sua peça vintage de eleição?

Gosto muito de comprar vintage pelos tecidos que já não fazem, tenho algumas peças de que gosto imenso.

E de vanguarda?

Não é muito o meu género, confesso que não me sinto confortável em peças ‘arquitetónicas’, digamos assim.

Como transformar um vestido simples num conjunto espetacular?

Se imaginarmos um vestido preto simples, sem gola, com manga cava, a direito, pelo joelho?

Se for jantar com o namorado transforme o look com uns botins, uma clutch, um blusão em pele, brincos ou pulseiras. Se for para ir almoçar com os sogros, o mesmo vestido, com collants, sabrinas e um casaco de malha. No fundo, a transformação tem mais a ver com acessórios.

O conjunto ideal para um dia de trabalho?

Depende muito da área de trabalho, mas gosto de desconstruir os fatos, por exemplo, o mesmo blazer com outras calças e tentar por um alfinete na lapela… fica com um ar profissional e cuidado.

O que não pode faltar numa mala de viagem?

Havaianas, um fato de banho, um livro e uma t-shirt.

Como ficar em dia com as tendências da moda sem se tornar escrava dela?

Comprando revistas, tentando perceber o que mais lhe agrada e, claro, ter a coragem de vestir aquilo que gosta.

Visita blogues de moda?

Eu adoro blogues, sou completamente viciada em alguns estrangeiros e blogues sobre street fashion, concretamente.

Vê programas de moda na televisão?

Só o Fashion Week no canal E! Enterteinment.

Estilistas referência?

Portugueses: Luís Buchinho, Dupla Manuel Alves e Manuel Gonçalves. Estrangeiros:

Phoebe Philo, Stella Mccartney, Chloe, Nina Ricci, Erdem e Isabel Marant.

Confiaria as suas compras a um personal shopper?

Sim, mas atenção: é preciso ver de quem se trata.

Como escolher um personal shopper?

É importante perceber se a pessoa está interessa em ‘impingir’ moda ou em perceber qual é o estilo de vida da cliente. O objetivo não é levá-la às compras, fazer o makeover, ficar linda, mas depois em casa, no dia-a-dia não conseguir…

As amigas pedem-lhe para ir às compras com elas?

Às vezes sim, mas só ajudo quando sou solicitada, não forço nada.

Qual a importância que o impacto de uma primeira imagem pode causar?

É determinante, é a primeira coisa a ficar no cérebro do outro.

Imagina a moda daqui a 50 anos?

Sim, e creio que as tecnologias vão dar uma ajuda grande, os tecidos vão evoluir cada vez mais, tornar-se mais leves e mais resistentes ao vento e à chuva. A moda vai ser mais sustentável e ecológica sem perder o estilo.

O filme com o melhor guarda-roupa?

Sexo e a Cidade I; qualquer do Hitchcock com o guarda-roupa de Grace Kelly. O caso de Thomas Crown, com René Russo ou o Casino com Sharon Stone.

Acessório tecno de eleição?

O meu Blackberry e o Ipad.

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