@alex_georgy

Será este o fim dos sapatos de salto alto?

De acordo com o site de moda Glossy, as vendas de sapatos sociais, incluindo os de salto alto, caíram 71% no segundo trimestre de 2020 comparativamente ao período homólogo do ano anterior. À medida que o mundo se aproxima do primeiro aniversário da pandemia, coloca-se a questão: será que as mulheres vão querer voltar ao escritório a usar stilettos?

A verdade é que sapatos considerados desconfortáveis já estavam a perder popularidade antes do surto pandémico da COVID-19. Quem o diz é Beth Goldstein, analista de tendências de calçado na consultora NPD Group, em declarações ao site da revista “InStyle”. A especialista explica que os Millennials e a Geração Z revolucionaram a  cultura do trabalho ao incorporarem ténis de cano alto e socas nos seus “looks” profissionais, redefinindo completamente o termo “business casual”.

A ascensão do athleisure – que coincidiu com com a ascensão do streetwear na alta-costura – abalou as nossas crenças daquilo que é ou não “apropriado” ou “respeitável” num ambiente tradicional como, por exemplo, o de um escritório. Embora algumas marcas, incluindo Lanvin e Céline, sejam parcialmente responsáveis ​​por essa mudança, a verdade é que muitas outras estão a ter dificuldades em acomodar gostos que oscilam rapidamente.

Mesmo com a recessão económica causada pela pandemia, o conforto nos pés continua em alta. “Doc Martens, Crocs, Uggs e Birkenstock foram os pontos brilhantes de 2020”, sublinha Goldstein. E com todos os eventos que pedem visuais formais adiados ou cancelados pelo segundo ano consecutivo, parece que a necessidade de ter um par de sapatos para ocasiões especiais desapareceu. 

Segundo a Bloomberg News, globalmente, a procura por calçado de marca caiu 21% no ano 2020. Esta realidade levou as conhecidas Galerias Lafayette, em Paris, a remodelar conceitos e a criar mais espaço para sapatilhas. É impossível adivinhar o futuro, mas os especialistas acreditam que os dress codes rígidos vão ficar para trás e, em vez disso, as mulheres passarão a ter mais opções e liberdade na moda. Um passo na direção certa para quando a tão desejada ‘normalidade’ regressar.

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