Chama-se Marta Teixeira, define-se como um autêntico ‘furacão’ desde criança e por isso, apesar de muito jovem, tem já no currículo ser a fundadora da marca Hilbea, que, nas suas palavras, “preza pela qualidade, conforto e é 100% amiga do ambiente”.

Quisemos conhecer melhor este projeto e por isso mesmo conversámos com Marta que começou por nos contar que, quando era pequena, do que gostava mesmo era de desenhar durante horas e de fazer pulseiras e outras ‘joias’ no seu quarto. Cedo começou a ir para feiras vender aquilo que fazia, em vez de estar na praia com os amigos. Era disso de que gostava. Mas apesar do lado criativo e empreendedor, escolheu o curso de Direito. “No final do 12º ano gostava de tanta coisa que não sabia canalizar-me só para uma e, para não correr riscos e sendo a minha família um bocado tradicional, escolhi um curso bom e sólido. Sabia que o ia conseguir fazer, só não sabia se ia gostar muito“. E de facto, diz, “não amei o curso e foi duro durante quatro anos porque era muito exigente e eu sentia que não conseguia ser eu própria”. Por isso, terminada a licenciatura, decidiu que era altura de apostar nos seus sonhos.

Em 2020, com o confinamento, essa ideia tomou forma. “Tomei consciência de que tinha de criar uma marca minha, que fosse um reflexo daquilo que eu sou”. Dois pilares que estiveram na génese da Hilbea foi a sustentabilidade e a saúde mental. “As minhas rotinas durante o confinamento eram sair para o jardim, meditar, andar descalça na terra, dar passeios com o meu cão pela praia. E foi durante um passeio que decidi mesmo. Pensei que tenho de aproveitar a minha vertente empreendedora e criativa e fazer algo com isto.”

Tinha chegado a altura de contar aos pais que lidaram bem com o assunto. “Eles perceberam perfeitamente, até revemos o meu passado e demos risadas, o que foi ótimo, porque precisava de contar com o apoio deles. O meu pai só me pediu que eu fizesse um estágio na área da moda e eu acabei por ir para uma empresa de organização de eventos e gostei muito da experiência. Conheci pessoas que tinham mais a ver comigo, que eram mais criativas e concretizadoras, mais do que do género de racionalizar e teorizar.” Gostou do estágio, mas sua cabeça estava já na sua marca e por isso decidiu sair. “Queria me dedicar ao meu projeto de corpo e alma e sabia que ia começar sozinha. A trabalhar oito horas por dia não tinha como avançar.”

Tinha nessa altura já noção de que queria lançar uma linha de loungewear baseada nos princípios da sustentabilidade. “Comecei a ler livros nessa área, a fazer estudos de mercado. Acabei por contratar uma equipa de designers de moda para conceber os modelos. Passei-lhes as ideias, eles contribuíram também com a sua criatividade e fiquei muito feliz com o resultado.”. Porém, era preciso passar do papel à concretização. Percorreu uma série de fábricas para muitas lhes responderem que não iam entrar no negócio porque se tratava de uma produção limitada a poucas unidades. Não desistiu e, por fim, acabou por encontrar uma fábrica em Barcelos com a qual chegou a um ‘meio termo’ e fechou negócio. “Mas os custos de produção são muito mais elevados, além da questão de serem utilizados materiais como o algodão orgânico. É importante as pessoas terem essa consciência.”

A produção da marca baseia-se na utilização de tecidos orgânicos e sustentáveis, dando primazia a  técnicas de produção livres de químicos, que consumam menos água e que ajudem a produzir menos resíduos. E também há atenção às caixas utilizadas, em em cartão reciclado.

Apesar da coleção ter sido lançado há cinco meses, Marta está feliz com o resultado. “A reação tem sido muito boa, as pessoas gostam muito dos fatos de treino e dos crop tops e do facto de termos os modelos disponíveis em várias cores. E algumas, que antes vestiam só cores como o preto e o cinzento, até arriscaram no laranja e sentiram-se confortáveis, o que me deixa feliz”. Por outro lado, o perfume, vegan e cruelty free, tem tido uma adesão muito boa, conta, até por ter um preço acessível – 20 euros.

No final, uma mensagem: “Só podemos vender aquilo que somos e acreditamos. Nem se trata de vender, porque a outra pessoa compreende que o que está ali é verdadeiro. Quero com a minha marcar passar as minhas ideias e dar o meu contributo à sociedade.”

Mais informações sobre a Hilbea aqui.

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