O pior ataque terrorista na história dos Estados Unidos da América transformou vários cidadãos ‘comuns’ em heróis.

Perderam-se quase três mil vidas no dia 11 de setembro de 2001, depois de vários membros da Al-Qaeda terem sequestrado quatro aviões comerciais de passageiros. Os terroristas fizeram com que dois deles colidissem intencionalmente contra as Torres Gémeas do complexo empresarial World Trade Center, em Nova Iorque. O terceiro aparelho foi atirado contra o Pentágono, em Washington, D.C., e o quarto caiu num campo aberto nos arredores da Pensilvânia. Não houve sobreviventes em nenhum dos voos.

Embora todos os que suportaram o horror daquele dia possam ser considerados corajosos, alguns foram mais longe ao tentarem salvar vidas e, no final de contas, impediram que a tragédia se tornasse ainda maior. Conheça as histórias de mulheres que foram heroínas da vida real durante os atentados de 11 de setembro.

Betty Ong e Madeline Amy Sweeney

O voo 11 da American Airlines foi o primeiro a ser sequestrado na manhã de 11 de setembro de 2001. Depois de os terroristas terem conseguido tomar o controlo do avião, por volta das 8h15 min, as hospedeiras Betty Ong e Madeline Amy Sweeney ligaram de dentro da aeronave para o escritório de reservas da companhia aérea. Ong descreveu a situação, incluindo que os terroristas usaram gás pimenta, e Sweeney identificou os lugares onde eles estavam sentados no avião.

As duas ajudaram as autoridades a perceber o tipo de ameaça que os EUA enfrentavam e as informações que partilharam foram úteis para identificar os terroristas. As assistentes de bordo mantiveram-se em linha quase até ao momento em que o aparelho foi lançado deliberadamente contra a Torre Norte do World Trade Center, às 8h46 min.

Patricia Horoho

O Pentágono foi o terceiro alvo da manhã, sendo que o voo 77 da American Airlines embateu contra o edifício às 9h37 min. Graças aos esforços dos sobreviventes e dos socorristas, que entraram corajosamente no local em chamas, muitos feridos conseguiram sair da sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Depois, foi criada uma área de triagem por Patricia Horoho, uma enfermeira do exército que era tenente-coronel na altura. Embora não tivesse nada mais que um kit de primeiros socorros para trabalhar numa fase inicial, os seus conhecimentos e experiência em tratamento de queimaduras e traumas ajudaram-na a supervisionar o fornecimento de tratamento médico. Horoho cuidou de 75 pessoas naquele dia, mas sublinhou numa entrevista que tudo “foi um esforço integrado de tantas pessoas”.

Moira Smith

Moira Smith foi a primeira polícia a reportar o ataque terrorista, depois de ter testemunhado o momento em que o avião que fazia o voo 11 da American Airlines embateu contra a Torre Norte do World Trade Center. Destemida, levou inúmeros feridos e indivíduos que tinham ficado presos nas Torres Gémeas para segurança, mas acabou por morrer durante os seus esforços para salvar mais pessoas.

Smith era a única mulher entre os 23 agentes da NYPD que morreram no 11 de setembro. Em março de 2012, o parque infantil em Madison Square Park passou a chamar-se Police Officer Moira Ann Smith Playground, em homenagem à falecida polícia. O espaço fica na área geográfica da 13ª esquadra, onde Moira costumava fazer patrulhas.

Irmã Cynthia Mahoney 

Os ataques de 11 de setembro resultaram na perda imediata de 2753 vidas em Nova Iorque. Isto levou muitas pessoas a quererem ajudar de qualquer forma possível. Algumas chegaram de outros estados e outras eram residentes na ‘cidade que nunca dorme’, como é o caso da Irmã Cynthia Mahoney, uma freira natural da Carolina do Sul.

Cindy, como era conhecida, tinha formação em emergências médicas e entrou numa ambulância para prestar assistência aos feridos. Durante seis meses, continuou a regressar ao Ground Zero, o local do destruído World Trade Center, para fornecer aconselhamento e abençoar os restos mortais. “Estou grata por poder trabalhar nesta zona de guerra e ser testemunha do heroísmo todos os dias… Mas, quando chego a casa, tenho dificuldades. Aquilo que vi foi desafiador, mas o que vai ficar em mim para sempre é o cheiro. Não se parecia com nada que eu alguma vez tivesse experienciado”, escreveu.

A religiosa morreu em 2006, vítima de uma doença pulmonar. Acredita-se que o problema de saúde estivesse relacionado com o tempo que passou a fazer voluntariado no Ground Zero, que tinha muita poeira tóxica no ar gerada pelos atentados.

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