Ao longo dos últimos dias, comprometi-me a experimentar algumas máscaras faciais com produtos que tinha em casa – mais especificamente, na cozinha. Após várias pesquisas na internet, escolhi três que achei relativamente simples e que só levavam dois ingredientes cada. Uma delas, exfoliante, e as outras hidratantes.

Comecei este desafio sem grandes expectativas, até porque já ouvi opiniões bastantes distintas no que toca a este tipo de receitas caseiras. Se há quem defenda os incríveis benefícios que trazem à pele, há também quem garanta que não há nada como uma máscara facial “industrial”, com uma composição elaborada por profissionais.

Durante três dias, antes de me deitar, fiz a minha mistura, deixei no rosto pelo tempo recomendado e tive resultados imediatos – nem sempre aqueles que esperava. Em seguida, revelo-vos tudo sobre a minha experiência – incluíndo o que fez com que quase tivesse um ataque de ansiedade no segundo dia.

# Dia 1 – Café e Mel

Sem dúvida, a máscara de que mais gostei. Não fosse eu “dependente” de café. Para esta mistura, abri uma cápsula de café já usada – já que é o que utilizo em casa -, despejei o conteúdo numa tigela e juntei uma colher de sopa (mal cheia) de mel.

Após juntar os dois ingredientes, que ficam com a textura que se vê na galeria, comecei a espalhar no rosto. Atenção, os movimentos não devem ser realizados com muita força – apercebi-me rapidamente disto -, já que pode irritar a pele.

Deixei entre 5 a 10 minutos na cara e, após retirar, senti logo uma enorme suavidade na pele. O mel aqui faz toda a diferença, já que alia o elemento hidratante ao exfoliante, do café. Nesta noite, não coloquei sequer o meu habitual creme de rosto.

# Dia 2 – Açafrão e leite

Bem. Nem sei como começar. Adoro açafrão e todas as propriedades saudáveis que lhe estão associadas. Porém, tive algum receio ao realizar esta máscara, já que tenho utensílios de cozinha eternamente amarelos, desde que os utilizei em receitas com a especiaria.

Apesar de tudo, fui em frente. Afinal, se tanta gente a realiza e mostra os resultados na internet, não há de ser assim tão mau, certo? Misturei uma colher de sopa de açafrão com outra de bebida vegetal de arroz e côco (também pode ser leite normal) e pus mãos à obra.

Após espalhar a máscara na cara, deixei repousar por cerca de 15 minutos. Nas receitas que vi, aconselhavam a, passado o tempo, limpar a cara com uma toalha velha, para não manchar uma que utilize, ou algo que não fosse de tom branco.

Resumindo: quase tive um ataque de ansiedade quando vi que o amarelo não saiu (NADA) facilmente. Posso dizer-vos que fui dormir e ainda tinha um ligeiro tom amarelado na cara. E foi preciso quase meia hora, uma toalha, vários papéis de cozinha, algodão e desmaquilhante para conseguir tirar a maior parte.

O feedback é, maioritariamente, negativo, já que o meu objetivo não era perder tanto tempo a tentar tirar a máscara do rosto. Os benefícios, contudo, também têm de ser revelados: a pele ficou bastante suave, ao contrário do que esperava (já que esfreguei o rosto com mais força do que o recomendado). Além disso, tinha uma borbulha na zona do buço que não chegou a evoluir. Se foi graças ao açafrão, não sei. Mas vou acreditar que sim.

# Dia 3 – Maizena e água

Esta máscara foi uma agradável surpresa. Juntei uma colher de sopa de maizena e um bocadinho de água – apenas o suficiente para dissolver o pó. Creio que a minha ficou mais líquida que o suposto – mas os resultados foram incríveis.

O ponto negativo? O cheiro da máscara. Não pensava que esta mistura tivesse qualquer odor, mas admito que me fez alguma confusão – embora não fosse demasiado forte. Deixei atuar por 15 minutos – ao longo do tempo, vai-se sentindo a pele como que “a esticar” -, e retirei facilmente.

A pele ficou extremamente suave – bastante mais do que estava à espera -, e os efeitos ainda eram notórios na manhã do dia seguinte.

Convido-vos, uma vez mais, a experimentarem estas ou outras receitas caseiras, e a partilhar os resultados nas redes sociais, utilizando a hashtag #cartabranca, e identificando a ACTIVA. Marcamos encontro na próxima quinta-feira?

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