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A Victoria’s Secret deu recentemente as boas-vindas a uma nova ‘Angel’: Barbara Palvin. Esta iniciativa deixou muitos fãs – e até alguns haters – entusiasmados. Porquê? Porque a estatura física da modelo húngara é diferente daquela que a marca vende como a derradeira fantasia.

Dito isto, a jovem de 25 anos não se desvia assim tanto do padrão estabelecido e perpetuado durante muitos anos pela empresa. Uma simples pesquisa online revela que Palvin mede 1,75 m, pesa entre 52 a 55 kg e veste o tamanho 34/36.

A questão da diversidade (ou falta dela) não é um problema novo para a Victoria’s Secret. Aliás, o seu desfile anual tem sido alvo de duras críticas pela fraca representatividade de tipos de corpo, etnias, etc. na passarela.

Em 2019, continua a haver uma desconexão entre aquilo que o público quer e aquilo que a VS está disposta a oferecer nos seus produtos e, acima de tudo, na sua mensagem. Apesar de a as marcas de roupa estarem a abraçar o positivismo corporal, especialmente a concorrência direta da Victoria’s Secret no mercado norte-americano, como a Third Love, Savage x Fenty e a Aerie, a gigante da lingerie mantém-se fiel ao seu ideal de ‘bomba sexual’, que cada vez mais mulheres consideram irrealista e até mesmo redutora, e mostra dificuldades em adaptar-se às necessidades dos consumidores.

Esta resistência à mudança reflete-se numa queda brutal de popularidade. Prova disso é que, depois de as vendas em loja terem caído 7% no quarto trimestre de 2018, a marca planeia fechar 53 espaços comerciais nos Estados Unidos. Além do mais, as audiências do Victoria’s Secret Fashion Show têm caído consistentemente desde 2011, e chegaram mesmo a um resultado negativo histórico na edição de 2018, com 3,3 milhões de telespectadores.

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Apesar de Palvin nem sequer chegar perto da categoria plus-size ou de representar a mulher estadunidense comum, que veste o tamanho 46/48, os utilizadores das redes sociais ficaram satisfeitos ao verem um desvio da norma nas campanhas da Victoria’s Secret.

“Fizeram um bom trabalho ao escolher uma modelo com mais curvas. O corpo dela representa a maioria de nós, as mulheres da vida real. Nem toda a gente nasceu para ser super magra”, “Sim! Finalmente alguém com o corpo de uma mulher real. Agora só precisamos de mulheres com corpos reais na vossa passarela do próximo ano” e “Ela ser uma Angel é a melhor decisão que a VS alguma vez tomou” são apenas alguns exemplos das reações às fotografias de Barbara nas redes sociais da Victoria’s Secret.

Tendo em conta as muitas críticas que a Victoria’s Secret tem recebido, é evidente que as suas campanhas e desfiles tradicionais não vão ao encontro da linha de pensamento na era do #MeToo e do movimento pelo positivismo corporal.

Ao mostrar Palvin em grande destaque, a VS mostra-se disposta a ceder um pouco na ideia perfeição sobre a qual construiu um verdadeiro império. Contudo, a iniciativa também pode ser vista como um prémio de consolação ou até mesmo uma tentativa de minimizar o impacto de verdadeiros desastres de relações públicas.

Certo é que as mulheres reais foram ignoradas pela marca durante demasiados anos e, apesar de a contratação de uma ‘Angel’ com curvas ser um passo na direção certa, não é o suficiente para salvá-la.

Veremos o que nos reserva o Victoria’s Secret Fashion Show de 2019, em dezembro, que será a verdadeira ‘prova de fogo’ à forma como a marca pretende posicionar-se daqui para a frente.

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