Queridos pais,

Esta realidade é real. É tabu, porque choca, porque provoca, porque arrepia. Mas esta é mesmo uma realidade para muitas mães, para muitos pais também.

Há mães que vivem e convivem com esta culpa, com esta emoção que auto destrói e assombra o dia-a-dia, que desmancha relações de amor entre o casal e os próprios filhos.

Se ouvissem alguém dizer que estava arrependida de ter tomado outrora a decisão de ter filhos? O que sentiriam? O que pensariam em relação a ela?

As respostas são assustadoras, não são? “Que horror!”, “Mãe horrível, dizer uma coisa destas!”, “É medonho quem pode pensar assim!”.

Eu sei que é desafiante, mas temos trabalho a fazer neste sentido. Há um trabalho baseado numa compaixão do amor ao próximo que nos diz para a ajudarmos mais do que a julgarmos.

Uma mãe que se sente assim, provavelmente, está a viver uma maternidade completamente diferente daquela que sonhou e não consegue ou ainda não conseguiu encontrar um rumo em que o papel de ser mãe encaixe de forma natural e saudável na sua vida.

“Ser uma mãe arrependida” é também uma mãe que sofre muito com isso, até porque, muito possivelmente, nunca encontrou quem a ouvisse sem a julgar, sem a maltratar, sem dizer que “isso não passa de um grande disparate!”.

Dar espaço e abertura para ouvir esta mãe é fundamental. Abertura para ser ouvida, para ser, mesmo que dentro dos limites de cada um, compreendida.

Podemos sempre fazer um exercício comum de quando fazemos uma viagem e quando voltamos e dizemos “não foi o que eu esperava, não gostei de quase nada e não fiquei nada satisfeita. Devia ter optado por ir para outro sítio”.

Isto acontece tantas e tantas vezes, em tantos outros acontecimentos, porque é que no papel de mãe não poderá acontecer algo do género?

A maternidade sai muitas vezes defraudada da nossa EXPECTATIVA. Este é um dos nossos grandes desafios – abraçar projetos com objetivos e não expectativas.

Não nos deixarmos ludibriar com o que assistimos na internet, nas conversas da vizinha, ou dos clichés que são ditos por aí e repetidos vezes sem conta.

É também pelas “mães arrependidas” que eu trabalho. São tantas as que me chegam e se sentem assim, desesperadas e falam da experiência triste que tem sido desde que foram mães, e o que é viver numa família “louca”, que grita muito, discute muito, bate muito, não dorme nada, não se ama nada.

Ensinar a amar é necessário aqui, é também necessário e fundamentalmente, ajudá-las a que possam recuperar as suas vidas, a sua posição, o seu amor próprio.

Ajudem-me a ajudá-las se alguma mãe se cruzar convosco!    

Continuação de um resto de um bom ano e não se esqueçam de pedir ajuda se algo do género vos acontecer. Sabem que mais? Está tudo certo! Estou aqui para ajudar e há solução.

Nada deve ser levado como uma maldição ou condenação para o resto da vida, porque não é. Celebre isto! ????

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