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O tipo de alimentos que mais evita pode ser, na verdade, o segredo para a longevidade

Basta olhar para a população da ilha com a maior esperança média de vida do mundo.

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Já ouviu falar nas ilhas japonesas de Okinawa? Quer a resposta seja positiva ou negativa, eis o que precisa reter: a população das mesmas tem a maior esperança média de vida de todo o mundo, bem como excelente saúde. E se a própria genética, aliada à prática de atividade física, nomeadamente através da agricultura e pesca, e à sociabilização entre habitantes contribui para estes factos, há algo mais a ditar estes factos.

Falamos, claro, da dieta destas pessoas. Vários cientistas se têm interessado pela proporção em que se baseia a alimentação dos habitantes de Okinawa: muitos hidratos de carbono - sobretudo, batata doce - para pouca proteína, numa proporção de 10 para 1, respetivamente. "É exatamente o oposto das atuais dietas da moda, que sugerem muita proteína e poucos hidratos", nota Samantha Solon-Biet, da Universidade de Sidney, citada pela BBC.

Embora seja precipitado afirmar que esta é a dieta mais saudável, têm sido realizado várias pesquisas e os resultados não poderiam ser mais interessantes. Exemplo disso é a maior proteção do organismo contra doenças associadas ao envelhecimento (cancro, doenças cardiovasculares, alzheimer), quando submetido a este tipo de regime alimentar.

Ao contrário da grande maioria da população japonesa, que tem o arroz como principal fonte de hidratos de carbono, esta baseia-a na batata doce. Além disso, consomem também legumes verdes e amarelos em abundância, vários produtos de soja e uma percentagem mínima de produtos animais, como carnes de porco ou peixe.

Além disto, a ingestão de calorias dos moradores é mais baixa do que o recomendado para um adulto. E alguns cientistas acreditam que este pode ser também um fator importante na longevidade. Até porque desde o início do século XX que várias pesquisas sugerem que as dietas restritas em calorias não só promovem a perda de peso, como podem ajudar a retardar processos de envelhecimento.

Mas esta limitação de proteínas não precisa de ser eterna. De acordo com Karen Ryan, bióloga-nutricionista da Universidade da Califórnia, a partir dos 65 anos de idade, podemos obter benefícios se aumentarmos o consumo de proteínas - já que, até então, foram prevenidos danos no corpo, através da sua limitação. "A nutrição ideal varia de acordo com a história de vida", afirma.

Por fim, importa notar também que, de acordo com a BBC, um outro estudo apontou para o facto de uma dieta mais rica em proteína vegetal parecer ser melhor do que uma dieta rica em carne ou laticínios, por exemplo. Ou seja, o segredo da longevidade desta população pode também residir no elevado consumo de legumes e frutas, e não só na reduzida porção de proteínas. E como cada organismo é diferente, o segredo é mesmo experimentar e perceber o que melhor funciona para si.

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