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“Apanhou uma virose”, ouvimos dizer em corredores, elevadores, cafés… A afirmação é invariavelmente recebida com um aceno comprometido: “Ah….”. Mas afinal, o que é isso das viroses? É que o termo é tão vago que parece caber lá tudo e acabamos por ficar sem saber o que eles têm. Primeiro ficam com febre, depois o nariz começa a escorrer e por fim aparece a tosse. Vai-se ao pediatra e é quase certo que sai um diagnóstico de virose.

As crianças são as mais afectadas e não é por acaso. De facto, 90 por cento das afecções respiratórias nas crianças são víricas, e isto ocorre porque os seus sistemas imunitários não estão suficientemente desenvolvidos. O facto de irem para os infantários cada vez mais cedo, ainda antes dos três anos, sujeita-as a infecções deste tipo. Ainda por cima, este tipo de afecção não se trata com antibióticos e os pais ficam com uma sensação de impotência perante o diagnóstico. Mas é mesmo assim, a maior parte das vezes não há mesmo muito mais que se possa fazer para além de controlar a febre e esperar que passe. Em geral, se não houver complicações, passados dois ou três dias os sintomas desaparecem. Estas são infecções benignas que o organismo consegue combater por si.

O diagnóstico

Há dois tipos de infecções: por vírus ou por bactérias. As bacterianas combatem-se com recurso a antibióticos mas estes não têm efeito nos vírus. Um vírus é uma partícula simples que não consegue multiplicar-se por si própria e por isso liga-se às células humanas usando os seus recursos. E é isto que torna complicado o seu combate. Qualquer medicamento que os ataque vai também atacar as células, interferindo com o seu mecanismo. Identificar uma virose não é fácil, e não é raro serem confundidas com afecções bacterianas. “Esta é aliás uma das causas do uso abusivo e generalizado dos antibióticos que além de não resolverem o problema ainda vão criar resistências tornando mais difícil o combate futuro a verdadeiras infecções bacterianas”, explica o pediatra Luís Araújo Pinheiro. Há vírus que atacam o sistema respiratório: causam tosse e nariz a pingar, outros instalam-se no sistema gastrointestinal, provocando vómitos e diarreia. Gripe, bronquite, rinite, rino-sinusite, faringite, laringite, rino-faringite são alguns exemplos de viroses, assim como o sarampo e a rubéola, mas por vezes o pediatra não é capaz de “encaixar” os sintomas em nenhuma doença específica. Sai então o veredicto genérico: a virose. O termo genérico é usado porque não se identifica um tipo específico e não há tratamento para além do alívio dos sintomas. “O médico poderia identificar o vírus com recurso a duas análises feitas com uma semana de intervalo mas de pouco serviria: por um lado não há tratamento, por outro, quando saíssem os resultados já a virose teria passado”, diz o médico.

O tratamento

Existem vacinas para algumas infecções víricas como a gripe mas no caso da infecção já ter feito estragos a única coisa a fazer é mesmo controlar os sintomas. O médico geralmente receita medicamentos para baixar a febre. Se forem do trato respiratório convém manter o nariz limpo, se forem gastrointestinais dê-lhe a beber muitos líquidos. Os tratamentos naturais como a homeopatia são usados preventivamente. Já se sabe que tudo o que se possa fazer para aumentar a resistência do organismo e reforçar o sistema imunitário é benéfico. Neste capítulo, uma alimentação saudável que contenha vegetais frescos e fruta é importante. 

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