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Pessoas que sofrem de solidão estão em maior risco de sofrer de problemas de saúde como doenças cardíacas, Alzheimer, bem como de uma diminuição do tempo médio de vida.

Soluções para combater a solidão, como o incentivo à participação nas redes sociais por pessoas mais velhas e a criação de centros comunitários têm tido uma eficácia limitada.

Agora, os cientistas apresentaram uma nova maneira das pessoas enfrentarem este mal social, por si mesmos.

Os pesquisadores da Carnegie Mellon University descobriram que as técnicas de meditação foram eficazes na redução de sentimentos de isolamento, enquanto, ao mesmo tempo, aumentavam a capacidade de combater as doenças.

O líder do estudo, J.David Creswell, explicou: “dizemos sempre para a pessoa deixar de fumar, mas nunca pensamos que esta pessoa pode fumar porque se sente solitário; sabemos que a solidão é um fator de risco para problemas de saúde e mortalidade em idosos. Esta pesquisa sugere que a meditação seja uma intervenção promissora para melhorar a saúde de pessoas mais velhas.”

O estudo, publicado na revista “Cérebro, Comportamento e Imunidade”, também descobriu que a meditação reduziu os níveis de inflamação, que facilita o desenvolvimento de muitas doenças.

Cada pessoa foi avaliada no início e no final do estudo usando uma ‘escala de solidão’ estabelecida. Amostras de sangue também foram recolhidas deste universo.

Os participantes no estudo eram sujeitos a duas horas de reuniões semanais em que aprenderam técnicas de consciência corporal – noção da perceção do movimento da respiração, por exemplo – e trabalharam o caminho para o entendimento de como assistir atentamente às suas emoções e práticas da vida diária.

Também foram convidados a praticar exercícios de meditação de 30 minutos por dia, em casa.

Os pesquisadores descobriram que oito semanas de meditação diminuem a sensação de solidão dos participantes.

Enquanto isso, as amostras de sangue revelaram que a prática meditação influenciava a redução dos níveis elevados dos genes inflamatórios.

O coautor do estudo Steven Cole, da UCLA, explicou: “a redução na expressão de genes relacionados com a inflamação foram particularmente significativos porque a inflamação contribui para uma ampla variedade de ameaças de saúde, incluindo cancro, doenças cardiovasculares e doenças neurodegenerativas.

Creswell acrescentou que, embora esta pesquisa sugere uma nova abordagem promissora para o tratamento de solidão e risco de doença inflamatória em pessoas mais velhas.

“Se estiver interessado começar a meditação, encontre um instrutor na sua região”, disse, acrescentando: “É importante treinar a mente como se treina os seus abdominais no ginásio”.

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