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A confusão mental é um dos sintomas neurológicos associados à COVID-19. Um termo geral usado para descrever a sensação de estar mentalmente lento, confuso ou distante. Mas porque é que isto acontece?

Um estudo recente conduzido por investigadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e da Faculdade de Medicina da Universidade Weill Cornell, em Nova Iorque, liga os défices cognitivos em questão a anormalidades do líquido cefalorraquidiano semelhantes às observadas em pacientes com outras doenças infecciosas. As respostas imunitárias hiperativas podem inflamar o tecido cerebral, pois os anticorpos atacam o corpo como uma doença autoimune. Os especialistas também sugerem que esses efeitos podem ser reversíveis.

Embora a condição não tenha uma definição clara e consistente, foi estudada o suficiente para se estabelecer que é real. Os sintomas incluem diminuição da atenção, comprometimento da memória de curto prazo, baixa função executiva e fadiga mental, afetando cerca de 20% dos pacientes com COVID-19 muito depois de estes terem superado os sintomas físicos, como é o caso da febre, exaustão, tosse e falta de ar.

Os défices podem começar durante a doença física, “mas muitos pacientes contraem COVID-19, recuperam bem e, um ou dois meses depois, desenvolvem sintomas cognitivos”, diz a Dra. Sarah A. Kremen, diretora do Programa de Neurocomportamento do Centro de Alzheimer e Distúrbios da Memória Jona Goldrich, nos Estados Unidos, citada pela revista Psychology Today. As dificuldades podem durar mais de sete ou oito meses, mesmo em pessoas sem um historial prévio de problemas cognitivos.

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