Do nosso imaginário fazem parte histórias de piratas. Desde a infância, com o inconfundível Capitão Gancho de Peter Pan, aos filmes a preto e branco da década de ouro do cinema, com um carismático Errol Flynn de espada em riste sem esquecer o exuberante Pirata das Caraíbas, a que deu corpo o ator Johnny Depp.

A atração pelo mundo destes fora-da-lei, ora apresentados como heróis justiceiros ora como vilões sanguinárias, sempre exerceu fascínio. Por isso é de saudar, a partir desta segunda-feira, dia 20 de setembro, que tenhamos oportunidade de os ficar a conhecer um pouco melhor. O canal História estreia, às 22h15, a série ‘Piratas nas Ilhas Baleares’, uma nova série original em coprodução com a IB3 e a MapaFilms.

A nova produção explora a marca e transcendência dos piratas ao longo dos séculos nas Ilhas Baleares e como este território se tornou de especial interesse estratégico-militar e comercial para os piratas genoveses, africanos e turcos. Com a ajuda de historiadores, escritores e militares, esta produção mostra-nos as legendárias batalhas e expedições que marcaram a evolução das ilhas, bem como o papel desempenhado por famosos piratas como Barba-Ruiva ou Antoni Riquer, entre outros.

Séculos XV e XVI. O Mar Mediterrâneo é a rota comercial mais importante do mundo. Vikings, Otomanos, Vândalos e Muçulmanos realizam ataques temíveis a barcos, navios e portos. O cenário central destes ataques é nada mais nada menos do que as Ilhas Baleares, um território que devido à sua localização geográfica tem um especial interesse estratégico-militar e comercial para os piratas. Um ponto perfeito de ataque, refúgio e preparação para ataques ao longo dos portos mediterrâneos.

A série descobre como os piratas desempenharam um papel indispensável nas disputas de poder no Mediterrâneo; recria as batalhas e incursões de renome que marcaram a evolução das ilhas, e analisa o impacto que esses ataques tiveram no caráter do habitante balear, apresentando, assim, uma história única de resistência, bravura, martírio e glória.

Ao longo dos episódios, a série mostrará os diferentes objetivos dos piratas nas suas expedições, dependendo de quem está envolvido no ataque. Os genoveses atacaram as ilhas para desestabilizar os aragoneses, os africanos procuraram escravos, os turcos devastaram as ilhas para se vingarem das suas derrotas contra os espanhóis… e os espanhóis capturaram remadores nas suas praias sem medo de represálias. Numa época marcada por um mercantilismo selvagem, o povo balear teve de unir forças para sobreviver. O resultado desse esforço heroico são as lendas e comemorações que continuam a ser celebradas todos os anos ao longo de todo o território.

Além disso, a série conta com a participação de especialistas em pirataria e recriações da época, realizando uma detalhada visita a lendas sobre navios piratas e ambições desmedidas das grandes figuras histórias que marcaram a cultura e personalidade das Ilhas Baleares, como Barba-Ruiva e o balear Antoni Riquer.

A série também desconstrói o estereótipo do pirata, comparando o pirata das Caraíbas – o mais conhecido na imaginação popular e sobre o qual existem inúmeros mitos – e o pirata que se instalou no Mediterrâneo. Além disto, a série analisará como as frequentes invasões de piratas estrangeiros desencadearam aquilo a que os especialistas chamam de “Psicose da Invasão” nas Ilhas Baleares, um estado de terror contínuo que promoveu o desenvolvimento da defesa costeira das ilhas.

Durante a filmagem da série, a equipa de produção teve o privilégio de visitar locais únicos, como é o caso do Palácio Real de La Almudaina, onde nada era filmado há mais de 25 anos; as Cavernas de Drach, um local de difícil acesso para as câmaras; e o Pueblo Español, um museu ao ar livre que retrata as principais características dos povos de Espanha ao longo dos anos, que serviu como magnífico cenário para os ‘Piratas nas Ilhas Baleares’. Em Madrid, a equipa foi a primeira a filmar no novo Museu Naval após a sua renovação. Para esta aventura, também foram visitados e filmados outros cenários emblemáticos das Ilhas Baleares, como o Castelo de Bellver, o Castelo de Capdepera, Cap Blanc, a praia da Alcudia, Pollença e o veleiro de Rafael Verdera – datado de 1841, considerado o mais antigo navio ativo em Espanha -, entre muitos outros locais.

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