Está em cena uma nova temporada de “Monólogos da Vagina”. Desta vez, o espetáculo chega ao Teatro Politeama, em Lisboa, e decorre aos domingo, segundas, terças e quartas-feiras, até dia 4 de outubro, com os bilhetes disponíveis nos lovais habituais. Marta Andrino, Sofia de Portugal e Teresa Guilherme compõe o elenco e dão voz a histórias femininas que representam diferentes realidades e expõe a complexidade que é ser mulher. 

Estive na primeira sessão que aconteceu no Teatro Politeama e vi, pela primeira vez, este espetáculo. Ri gritei. emocionei-me e, no final, sai com o pensamento de que esta é uma experiência enriquecedora, não só para as mulheres, que se reveem nos textos, mas também para os homens, para que possam perceber melhor o que é viver nesta pele. 

Destaco, então, cinco motivos pelos quais não se deve deixar de ver “Monólogos da Vagina”. 

1. Normalizar o que é normal

Os textos foram escritos tendo como base entrevistas feitas mulheres com diferentes idades e realidades. Como tal, estamos perante uma seleção diversificada que transparecem bem várias experiências e formas de pensamento. Além disso, existe como que uma intervenção para que o corpo feminino deixe de ser um tabu.

Falar sobre a vagina (apesar de, na maiorida dos casos, a palavra mais correta para as situações descritas ser vulva) pode chocar, mas, ao mesmo tempo, a repetição do tema e a forma como é abordado leva o público desbloquear algo que ainda pode gerar preconceito.

Estes monólogos normalizam algo que é normal e natural. As mulheres têm vaginas, têm uma relação especial com esta parte do corpo (quer seja positiva ou negativa) e muitas vezes sentem-se impedidas por motivos externos que lhe são impostos de viver em pelo a própria sexualidade. E atenção que sexualidade não é sexo, mas sim o nosso comportamento e forma como sentimos e nos expressamos. É, portanto, uma parte muito íntima de nós próprios. Normalizar tudo isto é viver de forma mais verdadeira. 

2. É divertido

Neste espetáculo vão rir e ouvir as gargalhadas do restante público. A forma como alguns relatos são feitos fazem-nos esboçar um sorriso, quer seja pelo caricato do que está a ser descrito quer seja pelo sentimento de empatia. Mas são os momentos de interação com o público que mais marcam pela diversão.

Sim, existem alturas do espetáculo, especialmente colocadas após relatos mais pesados, que aligeiram o ambiente e acabam por arrancar fortes gargalhadas em todos (até mesmo nas atrizes!). Perguntas diretas que podem ser constrangedoras, mas que dão origem a respostas divertidas e pedidos de gritos de ordem em uníssono fazem sentir que, também nós, fazemos parte importante daquela noite. 

3. Emociona

Houve espaço para rir, mas admito que também existiram momentos que me deixaram com um nó de garganta e até mesmo com os olhos a quererem lacrimejar. É que falar sobre sexualidade feminina faz com que se fale também dos abusos que são feitos. 

Uma homenagem às mulheres que se viram no meio da guerra do Kosovo foi um momento angustiante. Além disso, admito que alguns relatos, que sugeriam serem divertidos, deixaram-me com uma sensação de tristeza. isto porque relembraram que muitas mulheres foram mantidas na ignorância quanto aos próprios corpos e viveram reprimidas. 

4. O elenco

Um aplauso bem forte às três mulheres que estão em cena nesta nova temporada. 

Marta Andrino encanta pela eloquência e pela forma como se entrega a cada texto. Teresa Guilherme surpreendeu nas interações com o público, nas quais surgia como que uma amiga íntima. Sofia de Portugal é a estreante desta temporada, mas conquistou pelo empenho com entregou a cada personagem. Três mulheres diferentes, mas que se completam.

5. Apoiar o sector da cultura

É de conhecimento geral que a atual pandemia afetou diversos setores de atividade, sendo o da cultura um dos que mais sofreu. Os teatros estiveram meses com as portas fechadas, mas voltam a reabrir, cumprindo todas as normas de segurança. Ir ao teatro é ajudar o setor a sair da crise.

Assistir a “Monólogos da Vagina” ou a qualquer outra peça de teatro ou atividade cultural é não só ter um momento especial, mas também dar apoio a este setor. 

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